A. Pérez Meca - Europa Press
MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -
O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, o Dr. Hans Henri P. Kluge, alertou que a fumaça dos incêndios “pode se espalhar por longas distâncias, agravando doenças cardíacas e respiratórias e afetando a saúde mental”.
Essas situações podem ocorrer “especialmente entre idosos, crianças, mulheres grávidas e pessoas que sofrem de doenças crônicas”, afirmou ele ao se referir aos incêndios que vêm ocorrendo recentemente em diversos locais, como a Espanha. Esses incêndios “também podem interromper o acesso à assistência médica e a outros serviços públicos”, acrescentou.
Assim, e após destacar que esses incêndios florestais aumentaram 57% em toda a Europa nos últimos quatro anos, com “um forte aumento” em algumas regiões europeias entre janeiro e julho deste ano, Kluge explicou que “Portugal e a Espanha registraram um aumento de mais de 100% nos incêndios florestais notificados em comparação com o mesmo período de 2025”.
“Os incêndios florestais destroem lares e meios de subsistência, obrigam à evacuação da população e exercem uma enorme pressão sobre os serviços de emergência e os sistemas de saúde”, continuou esse representante da OMS, que ressaltou que, “tragicamente, também ceifam vidas”.
RECOMENDAÇÕES
Nesse sentido, ele afirmou que “as pessoas que moram nas áreas afetadas ou que passam por elas devem seguir as recomendações oficiais, afastar-se dos incêndios ativos quando for seguro, evitar viagens desnecessárias e usar uma máscara protetora que se ajuste bem ao rosto caso precisem sair ao ar livre perto da fumaça dos incêndios florestais”.
“Qualquer pessoa que sinta dificuldade para respirar ou dor no peito deve procurar atendimento médico”, prosseguiu ele, para acrescentar que “os governos podem proteger a população fornecendo alertas oportunos sobre incêndios florestais, condições meteorológicas adversas e qualidade do ar, orientações de saúde claras e atendimento primário e de emergência acessível”.
A esse respeito, ela afirmou que “as pessoas em maior risco também precisam de acesso a espaços com ar puro e climatizados, linhas de apoio e assistência específica”. “À medida que as mudanças climáticas impulsionam o aquecimento global, devemos nos preparar para incêndios florestais mais frequentes e intensos”, alertou, por outro lado.
“Na OMS/Europa, trabalhamos com os países para avaliar os riscos, planejar emergências, elaborar diretrizes para proteger as pessoas da fumaça e do calor extremo e tornar os serviços e instalações de saúde mais resilientes”, concluiu.
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