GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / CHOAT BOONYAKIAT
MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu as áreas prioritárias de pesquisa sobre as consequências para a saúde da migração e dos deslocamentos no contexto das mudanças climáticas, com o objetivo de preencher as lacunas existentes e avançar em direção a políticas que promovam sistemas de saúde mais resilientes e inclusivos para as pessoas afetadas.
Conforme consta no Plano de Ação e Priorização da Pesquisa Global sobre Saúde, Migração e Deslocamento no Contexto das Mudanças Climáticas, apesar do crescente reconhecimento da conexão entre clima, migração e saúde, persistem importantes lacunas de conhecimento sobre como a mobilidade causada pelas mudanças climáticas afeta a saúde, o bem-estar e o acesso aos cuidados de saúde.
“Preencher as lacunas na pesquisa é uma questão de equidade. Para alcançar a cobertura universal de saúde, fortalecer a resiliência climática e promover a equidade em saúde, as populações migrantes e deslocadas não devem ser tratadas como um elemento secundário, mas sim fazer parte da solução desde o início”, destacou o chefe do Departamento de Saúde e Migração da OMS, Santino Severoni.
O relatório, elaborado pelo Escritório de Saúde e Migração da OMS, em colaboração com o Escritório de Mudanças Climáticas, Energia e Qualidade do Ar da OMS, detalha a falta de evidências em torno de três temas principais — os determinantes sociais da saúde, a cobertura universal de saúde e as emergências —, e duas áreas transversais: resultados e dados em saúde, e políticas e intervenções.
Com base nisso, o relatório apresenta um roteiro global para orientar a pesquisa, as políticas e as práticas futuras. Entre suas medidas, estão: combater as desigualdades e vulnerabilidades sociais, fortalecer o acesso aos sistemas e serviços de saúde, melhorar a preparação e a resiliência diante de emergências relacionadas ao clima, otimizar os sistemas de dados sensíveis à migração e gerar evidências sobre saúde mental, saúde materno-infantil, doenças crônicas e os impactos de longo prazo da mobilidade relacionada ao clima.
“As mudanças climáticas já estão afetando a saúde e a mobilidade das populações em todo o mundo. Fortalecer a base de evidências é fundamental para fundamentar políticas eficazes e garantir que os mais afetados estejam protegidos por meio de sistemas de saúde equitativos e resilientes às mudanças climáticas”, afirmou o chefe da área de Mudanças Climáticas, Energia e Qualidade do Ar da OMS, Diarmid Campbell-Lendrum.
O documento foi apresentado no final de julho em um seminário virtual, no qual os participantes destacaram a necessidade de eliminar as barreiras entre os setores de clima, saúde e migração, fortalecer os sistemas de dados sensíveis à migração e promover a pesquisa participativa e centrada na comunidade.
Além disso, defenderam a transformação das evidências em políticas e intervenções práticas que respondam à realidade das populações afetadas e ressaltaram a importância de alianças sustentáveis e de uma maior articulação entre pesquisa, políticas e sua implementação.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático