Publicado 07/07/2026 10:39

A OMS alerta que menos da metade dos países da região europeia possui um plano de saúde para lidar com o calor

Archivo - Arquivo - Mulher suando na rua por causa do calor.
PHEELINGS MEDIA/ISTOCK - Arquivo

MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -

O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Henri P. Kluge, alertou que menos da metade dos Estados-membros da região europeia dispõe de um Plano de Ação Nacional para a Saúde em Situações de Calor, o que permite uma resposta planejada e garante que os sistemas de saúde continuem funcionando sem ficarem sobrecarregados.

Ele destacou isso em uma declaração publicada nesta terça-feira, após uma reunião de emergência realizada na segunda-feira que reuniu representantes de 41 Estados-membros, a Comissão Europeia e diversas organizações da sociedade civil para discutir a resposta ao calor extremo, sobre o qual ele alertou que ainda pode causar “semanas mortais” para a região europeia.

Conforme detalhou, durante a reunião ficou claro que os países abordam o calor extremo como uma emergência de saúde pública e não apenas como um fenômeno meteorológico. Nesse sentido, foram apresentadas as medidas adotadas pelos países e, entre elas, destacaram-se os planos de ação para a saúde diante do calor.

Kluge ressaltou que esses planos “salvam vidas” e que os países que os possuíam “responderam rapidamente, coordenaram bem os atores relevantes e protegeram eficazmente sua população” em ondas de calor anteriores. “As ferramentas existem. As evidências são sólidas. Quando os planos são implementados e testados antes de uma crise, vidas são salvas”, afirmou.

DEFICIÊNCIAS IDENTIFICADAS

No entanto, a reunião também evidenciou que ainda persistem algumas deficiências, conforme detalhado pelo diretor regional da OMS para a Europa. Entre essas lacunas, os países destacaram que muitas pessoas não reconhecem estar em risco pessoal, mesmo quando é acionado um alerta vermelho.

Também apontaram a necessidade de mais instalações de refrigeração e uma maior divulgação de sua localização, especialmente para pessoas em situação de rua, bem como a necessidade de adaptar a infraestrutura de saúde às mudanças climáticas. Kluge acrescentou que alguns países ainda enfrentam atrasos nos procedimentos para declarar formalmente as ondas de calor, o que pode retardar as medidas de saúde pública.

Em toda a região europeia, os residentes de centros de cuidados de longa duração, as pessoas em situação de rua e os idosos socialmente isolados continuam sem receber atendimento constante.

Apesar disso, Kluge destacou que, na reunião, também foi observada uma mudança importante: os países estão começando a lidar com o calor a partir de uma perspectiva intersetorial. “No entanto, isso ainda é desigual e requer maior atenção. Mas está acontecendo. E é precisamente o tipo de mudança estrutural que transforma um plano de saúde e bem-estar diante do calor, de um simples documento para um sistema que realmente protege a população”, comentou.

Kluge indicou que a OMS sintetizará as lições aprendidas e as colocará à disposição dos 53 Estados-membros, além de oferecer apoio técnico direto a vários países para atender às necessidades imediatas e estará à disposição de todos aqueles que desejarem fortalecer seu Plano de Ação para a Saúde e o Calor.

Dessa forma, ele destacou que o trabalho atual se concentra em duas frentes: por um lado, corrigir o que falhou nas últimas semanas antes da chegada da próxima onda de calor e, por outro, construir sistemas de saúde que não apenas respondam ao calor extremo, mas que estejam preparados para ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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