Publicado 05/04/2026 01:55

A OMS alerta para o colapso do sistema de saúde no Sudão e pede uma ação internacional imediata

Archivo - Arquivo - GENEBRA, 12 de dezembro de 2025  -- O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, discursa durante uma coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça, em 11 de dezembro de 2025. O ano de 2025 trouxe tant
Europa Press/Contacto/Lian Yi - Arquivo

MADRID 5 abr. (EUROPA PRESS) -

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, fez neste sábado um apelo urgente à comunidade internacional para que não ignore a grave crise humanitária e de saúde pública que o Sudão atravessa, onde cerca de 33,7 milhões de pessoas — mais da metade da população — precisam de assistência imediata.

“O Sudão enfrenta uma das emergências humanitárias e de saúde mais graves do mundo. Não pode enfrentar esta crise sozinho”, denunciou Tedros em um comunicado compartilhado nas redes sociais, enfatizando a necessidade de solidariedade internacional e de uma ação política e humanitária decidida.

Além disso, o representante da OMS destacou que o conflito armado em curso e os ataques contra instalações médicas “agravaram ainda mais essa crise”, levando o sistema de saúde do país “à beira do colapso total”.

Desde o final de março, enumerou ele, mais de 70 pessoas — incluindo profissionais da área da saúde — perderam a vida em vários pontos do país, em ataques de diversa natureza que se tornaram um lembrete dramático de que o Sudão precisa de apoio urgente da comunidade internacional.

No último dia 20 de março, um ataque com drones contra o Hospital Universitário de Al Daein, em Darfur Oriental, causou a morte de pelo menos 64 pessoas, entre pacientes e equipe médica, e deixou ainda 89 feridos. Apenas alguns dias depois, em 2 de abril, outro ataque atingiu o Hospital de Al Jabalain, no estado do Nilo Branco, causando a morte de dez funcionários, incluindo o diretor do hospital, enquanto realizava uma cirurgia, e deixando 22 feridos.

Naquele mesmo dia, o Hospital Familiar de Al Daein foi saqueado e pacientes e profissionais de saúde foram expulsos do local, o que obrigou à suspensão de suas atividades. Além disso, um hospital em Al Kurmuk, no estado do Nilo Azul, foi atacado em 25 de março; os equipamentos foram destruídos e um funcionário ficou gravemente ferido.

Diante disso, Tedros insiste que, sem uma intervenção rápida e coordenada, a situação no Sudão continuará se deteriorando, colocando em risco a vida de milhões de pessoas.

“Esses incidentes são um claro lembrete da necessidade urgente de uma solidariedade internacional renovada e de uma ação política e humanitária decisiva. O Sudão não pode enfrentar essa crise sozinho”, afirmou o diretor da OMS.

O Sudão está imerso, desde abril de 2023, em uma guerra civil que eclodiu devido às fortes divergências em torno do processo de integração do grupo paramilitar nas Forças Armadas, situação que provocou o descarrilamento da transição iniciada após a derrubada, em 2019, do regime de Omar Hassan al-Bashir, já abalado após o motim que derrubou o então primeiro-ministro, Abdalá Hamdok.

O conflito, marcado pela intervenção de vários países em apoio às partes em guerra, mergulhou o país em uma das maiores crises humanitárias do mundo, com milhões de deslocados e refugiados e diante do alarme internacional pela propagação de doenças e pelos danos sofridos em infraestruturas críticas, que impedem a assistência a centenas de milhares de afetados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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