A Organização ofereceu apoio técnico à Rússia
MADRID, 7 out. (EUROPA PRESS) -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aguarda uma “resposta formal” da Rússia para esclarecer a morte de uma funcionária de um laboratório na região de Irkutsk após ela ter sofrido de uma pneumonia grave, depois que as primeiras informações apontaram para um possível caso de peste pneumônica, e para verificar um segundo caso de pneumonia de causa indeterminada.
“Espero que recebamos uma resposta formal a respeito. Informalmente, o que recebemos até agora é que a Rússia negou o fato. Mas, é claro, estamos aguardando uma resposta formal sobre o que ocorreu e sobre esse segundo caso relatado pela mídia”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva de imprensa.
Conforme explicou Tedros, a OMS solicitou à Rússia informações tanto sobre o primeiro caso quanto sobre o possível segundo e está acompanhando ativamente a situação. Por enquanto, a organização tem conhecimento de que o governo russo realizou uma reunião em 2 de outubro diante da suspeita de que um morador da região de Irkutsk tivesse contraído uma infecção perigosa.
“No sábado, a OMS solicitou à Rússia mais informações a respeito. Ontem, respondeu que nenhum caso de peste havia sido notificado recentemente na região de Irkutsk e que havia colocado em quarentena cerca de 200 pessoas que haviam entrado em contato com o falecido”, indicou o diretor-geral da OMS.
Nesse contexto, Tedros destacou que a OMS ofereceu à Rússia apoio técnico em matéria de peste, biossegurança e bioproteção em laboratórios. “Ainda não temos um panorama completo do que ocorreu e não podemos realizar uma avaliação exaustiva do risco. A troca oportuna, completa e transparente de informações, em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional, é essencial para esclarecer as informações contraditórias e permitir uma avaliação precisa dos possíveis riscos à saúde pública”, acrescentou.
Questionada sobre possíveis semelhanças com a situação registrada na China no início da pandemia da COVID-19, a diretora do Departamento de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, destacou que ainda não há informações suficientes para estabelecer uma comparação.
“Não sabemos exatamente como essa pessoa faleceu. Sabemos que ela tinha pneumonia e que foi um caso fatal. Além disso, temos conhecimento de que foram realizados alguns exames laboratoriais. Pelo que sabemos, o agente causador não foi identificado e, por isso, precisamos de mais informações”, destacou Van Kerkhove.
Conforme ela ressaltou, é necessário saber quais exames foram realizados na pessoa falecida, já que ainda não dispomos de uma “visão completa”. “Todas essas informações nos ajudam a compreender o risco em nível local, o risco em nível nacional na Rússia, em nível regional e também em nível mundial. Por isso, ainda não dispomos de uma avaliação completa do risco, mas sempre realizaremos avaliações iniciais e as atualizaremos à medida que novas avaliações forem realizadas”, concluiu.
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