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MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou nesta quinta-feira que o surto de hantavírus “não é a mesma situação de seis anos atrás” com a Covid-19 e, nesse sentido, manifestou confiança de que terá um alcance “limitado” e que, tomando as medidas de saúde pública necessárias, será possível “romper a cadeia de transmissão” e “evitar que se transforme em uma grande epidemia”.
“Conhecemos esse vírus, os hantavírus estão entre nós há bastante tempo (...) Não se trata do SARS-CoV-2. Não é o início de uma pandemia de Covid. Trata-se de um surto que ocorreu em um navio. Trata-se de um espaço confinado”, explicou em coletiva de imprensa a diretora do Departamento de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove.
Nesse sentido, ela observou que o hantavírus “não se propaga da mesma forma que os coronavírus”, mas requer um “contato próximo e íntimo”. “Muito está sendo feito neste momento para tentar minimizar ainda mais o risco”, destacou ela, referindo-se às medidas tomadas no cruzeiro ‘HV Hondius’.
No navio, foi solicitado aos passageiros que permaneçam em seus camarotes, que estão sendo desinfetados, e que usem máscara caso saiam, ao mesmo tempo em que qualquer pessoa que apresente sintomas será isolada. Um especialista da OMS, outro do Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) e dois médicos da Holanda embarcaram no navio em Cabo Verde para prestar assistência até sua chegada às Ilhas Canárias.
Atualmente, estão confirmadas as infecções em cinco dos oito casos suspeitos. No entanto, os porta-vozes da OMS lembraram que o período de incubação do vírus “Andes”, a variante do hantavírus envolvida no surto, é longo, podendo chegar a seis semanas, pelo que podem ser notificados novos casos.
Por sua vez, o diretor do Departamento de Coordenação de Alerta e Resposta do Programa de Emergências Sanitárias da OMS, Abdirahman Mahamud, explicou que, na Argentina, em 2018, ocorreu uma situação “semelhante” à atual, “um surto em um espaço restrito com contato próximo”, quando uma pessoa com sintomas compareceu a uma reunião social, o que provocou 34 contágios.
“Se seguirmos as medidas de saúde pública e compartilharmos em todos os países as lições que aprendemos com a Argentina — o que deve ser feito em termos de rastreamento de contatos e isolamento —, podemos quebrar essa cadeia de transmissão e evitar que se transforme em uma grande epidemia”, destacou.
“Com a experiência que nossos Estados-membros têm e as medidas que tomaram, acreditamos que isso não dará origem a uma cadeia de transmissão posterior”, indicou. A esse respeito, ele assinalou que acreditam que o surto “terá um alcance limitado se forem aplicadas as medidas de saúde pública e houver solidariedade em todos os países”.
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