MADRID 11 jul. (EUROPA PRESS) -
A Ordem dos Médicos da Espanha (OMC) assinou a "Carta de Roma: A saúde como investimento estratégico na Europa", também assinada pelas ordens médicas da França, Alemanha, Grécia, Itália e Portugal, para pedir a integração da saúde no ciclo orçamentário da União Europeia (UE), de modo que os gastos com saúde sejam considerados um investimento essencial e um instrumento de resiliência social.
Essa carta, apresentada na quinta-feira durante uma conferência sobre saúde como investimento, organizada pela Federação Nacional Italiana de Ordens Médicas, surge no contexto atual de envelhecimento da população europeia, aumento de doenças crônicas e crises sanitárias transfronteiriças.
Isso fez com que as organizações médicas dos países mencionados acima, lideradas pela Itália, pedissem uma mudança de paradigma para se concentrar em uma perspectiva preventiva. Assim, o objetivo é conscientizar os estados-membros da UE sobre a urgência de considerar os gastos com saúde como um investimento estratégico para garantir o futuro das sociedades do continente.
O Presidente da OMC, Tomás Cobo, enfatizou que, ao assinar esse manifesto, "não estamos apenas fazendo uma declaração, estamos tomando uma posição. Uma posição a favor da equidade, da resiliência e do direito fundamental de cada cidadão europeu de ter acesso a uma assistência médica de qualidade".
Ele disse que essa iniciativa "chega em um momento crítico", pois os últimos anos demonstraram a importância de sistemas de saúde pública fortes para o benefício do bem-estar individual e do tecido social e econômico das sociedades. "Ao nos comprometermos com o investimento sustentável e estratégico em saúde, estamos investindo no futuro da Europa", disse ele.
PROTEGENDO O MODELO DE SAÚDE EUROPEU
A assinatura da carta foi seguida de uma reunião com a presença do Ministro da Saúde da Itália, Orazio Schillaci, dos presidentes do Conselho Europeu de Ordens Médicas (CEOM) e do Comitê Permanente de Médicos Europeus (CPME), José Santos e Ole Johan Blake, respectivamente, além de senadores e representantes de instituições europeias na área da saúde.
Neste dia, Cobo defendeu o modelo de saúde europeu, "mais necessário do que nunca", e apelou a todos os presentes para protegerem o modelo de saúde universal e pública. "É nosso dever como profissão e cumpre um dos princípios universais da medicina, que é a justiça social", argumentou.
Ele também enfatizou a necessidade de transmitir essa mensagem a todos os políticos, "independentemente do partido", bem como a todos os governos, administrações e cidadãos, a fim de evitar que esse "pilar fundamental" da sociedade europeia entre em colapso.
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