Publicado 13/03/2026 12:57

A OMC lembra que a contratação de médicos não especialistas representa um risco para o SNS e para o modelo MIR

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OMC - Arquivo

A Assembleia Geral desta entidade elabora um relatório sobre o assunto MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -

A Organização Médica Colegial (OMC) lembrou que a contratação de médicos não especialistas representa um risco para o Sistema Nacional de Saúde (SNS) e para o modelo de Médicos Internos Residentes (MIR), algo sobre o qual alertou diante da crescente normalização desse tipo de contratação.

Segundo expôs esta corporação colegial, a contratação de médicos sem título oficial para ocupar vagas estruturais tem um impacto negativo. A Espanha construiu, ao longo de décadas, um modelo de excelência em Formação Sanitária Especializada (FSE), reconhecido dentro e fora do país, pelo que este sistema não é um formalismo burocrático nem um privilégio corporativo.

Em sua opinião, trata-se de uma garantia pública de qualidade assistencial, segurança clínica e equidade no acesso à profissão. Permitir que funções próprias de especialistas sejam desempenhadas por profissionais sem a devida acreditação oficial significa abrir uma brecha nos alicerces do sistema de saúde.

Nesse contexto, a Assembleia Geral da OMC elaborou um relatório que mostra que essa prática não é pontual nem isolada, mas sim um fenômeno de alcance nacional, com maior impacto em territórios rurais e de difícil cobertura, mas presente em maior ou menor grau em todas as comunidades autônomas.

De tudo isso, as consequências são que a segurança do paciente fica gravemente comprometida, o modelo MIR é desvirtuado e corroído, a supervisão dos médicos residentes é distorcida, gera-se uma injustiça comparativa em relação àqueles que superaram um exigente processo seletivo e completaram anos de formação regulamentada, e o exercício profissional fica precarizado. SOLUÇÕES REATIVAS E DE CURTO PRAZO

Décadas de planejamento insuficiente, aposentadorias em massa, aumento da demanda por assistência e dificuldades na cobertura de vagas em áreas rurais resultaram em soluções reativas e de curto prazo, conforme consta neste documento, no qual se expõe que a urgência não pode comprometer a segurança clínica.

Diante de tudo isso, a OMC reivindicou uma estratégia estatal coordenada que inclua o aumento planejado de vagas de MIR, de acordo com as necessidades objetivadas; a melhoria das condições de trabalho e salariais; incentivos reais para áreas de difícil cobertura; processos de homologação ágeis e que garantam direitos; e um planejamento rigoroso de médio e longo prazo, de acordo com as necessidades de cada região.

Nesse contexto, também foi solicitado o revogamento das habilitações excepcionais introduzidas pelo Real Decreto-Lei 30/2021, concebidas exclusivamente para um contexto de necessidade extraordinária e urgente decorrente da pandemia e que não podem se tornar um mecanismo ordinário para a cobertura estrutural de vagas de assistência médica.

Trata-se de uma irregularidade incompatível com o marco jurídico vigente e que compromete a qualidade, a segurança do paciente e a própria arquitetura do sistema MIR, conforme enfatizado pela OMC, que explicou também que a cidadania tem direito a ser atendida por profissionais com a máxima formação exigível.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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