Publicado 25/03/2025 10:14

O Ombudsman solicita recursos específicos de saúde mental para adolescentes e jovens

A Presidente do Congresso dos Deputados, Francina Armengol, recebe o Relatório do Ombudsman para o ano de 2024, das mãos do Ombudsman, Ángel Gabilondo, no Congresso dos Deputados, em 25 de março de 2025, em Madri (E
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -

O Provedor de Justiça, Ángel Gabilondo, pediu na terça-feira recursos específicos de saúde mental para adolescentes e jovens, "com foco no tratamento de doenças mentais no ambiente comunitário, evitando ao máximo a institucionalização".

Foi o que ele disse durante a apresentação do Relatório Anual 2024, nesta terça-feira, no Congresso dos Deputados, onde pediu que as administrações regionais de saúde e sociais competentes examinassem em profundidade as capacidades que têm para lidar com os problemas emergentes e mais graves de saúde mental na população infantil e juvenil.

De qualquer forma, parece necessário que todas as administrações direcionem seus esforços para fornecer mais profissionais e recursos terapêuticos especializados para crianças e adolescentes, de modo que, aos primeiros sinais de problemas de saúde mental, as famílias possam comparecer às consultas com rapidez e frequência suficientes, com tempos de tratamento garantidos, sem as longas esperas que ocorrem atualmente em muitas áreas da saúde.

Como complemento ao acima exposto, considera necessário dispor de atendimento suficiente para lidar com os casos mais complexos de problemas de saúde mental e incapacidade em adolescentes e jovens, bem como de patologia dual e distúrbios alimentares, projetando e acordando, se necessário, uma rede de recursos específicos de referência regional ou estadual para atendimento multidisciplinar e intensivo em saúde mental de crianças e adolescentes. Além disso, continuar fortalecendo a coordenação entre os serviços de saúde e assistência social nessa área.

Para Gabilondo, o atendimento ambulatorial "está se tornando insuficiente e é necessário um esforço terapêutico intensivo", e a instituição que ele dirige vem observando um aumento gradual das queixas referentes à insuficiência de recursos específicos de média permanência para o atendimento de menores e, em alguns casos, de jovens adultos que sofrem de problemas de saúde mental, associados à deficiência intelectual ou a vícios, e que se beneficiariam desse tipo de atendimento.

"Alguns desses casos são mais graves e, às vezes, os adolescentes e jovens passam longos períodos em unidades de internação psiquiátrica aguda, devido à falta de vagas em recursos específicos para tratamento. Além disso, a complexidade dos perfis das pessoas afetadas complica ainda mais a alocação de recursos", observa o relatório.

MAIS INFORMAÇÕES SEGURO ESCOLAR

Destaca-se o uso do seguro escolar que, para alguns desses casos, e onde a Previdência Social mantém a gestão dos benefícios de saúde, "permite que os alunos com doenças mentais ou distúrbios de comportamento tenham acesso a outros recursos mais específicos e cuidados multidisciplinares, que os serviços regionais de saúde geralmente não têm em seu portfólio de serviços". Mas, de qualquer forma, lamenta o relatório, "há uma limitação de acesso a esse tipo de recursos mais específicos por razões econômicas, já que tratamentos de internação mais complexos exigem o cofinanciamento das famílias".

O Ombudsman entrou em contato com as comunidades autônomas que transferiram a ação de saúde do seguro escolar, bem como com a Secretaria de Estado de Seguridade Social e Pensões, para obter mais informações sobre a gestão desse seguro.

Isso ocorre porque nem todas as famílias têm acesso igualitário a esses benefícios, pois o custo atual de uma internação em neuropsiquiatria, aprovado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), é de 64,72 euros por dia, o que significa que, devido ao alto custo desses tratamentos em centros privados, a família do aluno deve cofinanciar o tratamento, o que é praticamente impossível para as pessoas de baixa renda.

Entre 2006 e 2020, os recursos destinados aos benefícios do seguro de saúde escolar foram transferidos para oito comunidades autônomas (Aragão, Astúrias, Ilhas Canárias, Cantábria, Castela-La Mancha, Extremadura, Ilhas Baleares e País Basco). No restante do território, o seguro escolar é gerenciado pelo Instituto Nacional de la Seguridad Social (Instituto Nacional da Seguridade Social).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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