Publicado 26/06/2026 11:13

Oito países da UE enviam ajuda à Venezuela por meio do Mecanismo Europeu de Proteção Civil

26 de junho de 2026, Caracas, Venezuela: Equipes de socorro removem os escombros após um terremoto. De acordo com Carlos Alvarado, Ministro do Poder Popular da Saúde, o terremoto ocorrido na Venezuela em 24 de junho causou a morte de 235 pessoas e deixou
Europa Press/Contacto/Mikhail Makeyev

BRUXELAS 26 jun. (EUROPA PRESS) -

Um total de oito países da União Europeia — incluindo a Espanha — já responderam ao pedido de assistência lançado pela Venezuela por meio do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que a Comissão Europeia acionou na quinta-feira, horas após os dois graves terremotos que atingiram o país na quarta-feira e já causaram pelo menos 589 mortos.

Bruxelas já havia informado na própria quinta-feira que a Espanha, a República Tcheca e a Itália ofereceram apoio por meio do mecanismo de coordenação europeu, mas agora também se juntaram a elas a França, o Luxemburgo, a Alemanha, Portugal e os Países Baixos.

“Estamos ao lado do povo da Venezuela neste momento de grande tragédia e catástrofe. Agradeço a todos os Estados-membros por sua solidariedade e prontidão ao enviar bombeiros, cães de resgate, equipe médica e outras formas de assistência. A Venezuela não está sozinha”, afirmou em comunicado a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Até o momento, Bruxelas contabiliza 520 profissionais mobilizados dos oito países e conta com o envio, em breve, de uma equipe médica da Itália e de equipes de telecomunicações, abrigo e energia do Luxemburgo.

O Ministério das Relações Exteriores do Luxemburgo precisou, em outro comunicado, que ainda nesta sexta-feira uma equipe de dois especialistas em situações de crise voará para a região afetada pelos terremotos para ajudar a restabelecer as telecomunicações no local, de modo que as agências humanitárias possam mobilizar suas operações de ajuda. Essa mobilização é cofinanciada em 75% pelos recursos comunitários e em 25% pelo orçamento luxemburguês.

Além disso, para apoiar a resposta europeia, o serviço de satélite Copernicus da UE foi ativado no modo de mapeamento de emergência. A componente de cartografia do Serviço de Gestão de Emergências do Copernicus (CEMS Mapping) utiliza imagens de satélite e outros dados geoespaciais para fornecer um serviço gratuito de cartografia em casos de desastres naturais e provocados pelo homem em todo o mundo.

Após essa iniciativa, a UE reitera que continua disposta a “prestar mais ajuda à medida que as necessidades no local forem evoluindo”. Não é à toa que a Venezuela é um dos principais destinatários da ajuda humanitária europeia na América Latina e, somente neste ano, foram desembolsados 52 milhões de euros para responder às consequências humanitárias da crise socioeconômica na Venezuela.

A ajuda humanitária da UE é canalizada exclusivamente por meio de parceiros humanitários, como agências da ONU e ONGs internacionais, que trabalham com parceiros locais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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