MADRID 15 out. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Oftalmologia (SEO) e a Sociedade Espanhola de Estrabologia e Oftalmologia Pediátrica (SEEOP) advertiram que a ambliopia, também conhecida como olho preguiçoso, é a principal causa de perda visual evitável em crianças, afetando entre 2% e 5% dos menores espanhóis.
Por ocasião do Dia Mundial da Ambliopia, que está sendo comemorado nesta quarta-feira, as associações enfatizaram a importância da detecção precoce e do tratamento dessa doença, já que a recuperação se torna mais difícil à medida que a idade da criança aumenta.
"Queremos lembrar que um diagnóstico precoce pode mudar a vida de uma criança. Incentivamos os pais a fazerem check-ups oftalmológicos precoces e os profissionais a continuarem a fortalecer os programas de triagem. A ambliopia pode ser prevenida e tratada com sucesso se agirmos a tempo", disse a Dra. Pilar Merino, presidente do SEEOP.
Ela explicou ainda que a plasticidade cerebral que permite a recuperação da visão diminui progressivamente com a idade, e é por isso que o tratamento é "muito mais eficaz" quando iniciado nos primeiros 7-8 anos de vida.
"A ambliopia ocorre quando um olho não desenvolve a visão adequadamente durante a infância, geralmente devido a um defeito de refração, estrabismo ou privação visual. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, ela pode condicionar irreversivelmente a visão da criança na idade adulta", insistiu.
A abordagem da ambliopia baseia-se no uso de óculos ou lentes de contato adaptadas; na oclusão ocular, com orientações de duas a seis horas por dia, dependendo da idade e da gravidade; na penalização farmacológica (atropina) ou nos filtros de Bangerter como alternativas.
A especialista destacou que um dos principais desafios é a triagem precoce, por isso considerou "fundamental" fortalecer a colaboração entre oftalmologistas, pediatras e profissionais da atenção primária para a realização de testes simples, como acuidade visual, reflexo vermelho ou detecção de anisometropia em exames de rotina.
Por fim, ele enfatizou que as pesquisas mais recentes sugerem que a estimulação visual em adultos, por meio de terapias perceptivas e tecnologias digitais, poderia abrir novos caminhos de tratamento em idades mais avançadas.
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