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MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -
O oftalmologista e cofundador da Baviera, Fernando Llovet, recomendou aplicar durante o expediente a regra 20-20-20, que consiste em, a cada 20 minutos, desviar o olhar da tela por 20 segundos e fixá-lo em um ponto situado a cerca de seis metros, o equivalente a 20 pés, para prevenir ou reduzir a fadiga visual que pode ser causada pelo uso intensivo de telas.
“Após várias semanas com um uso mais moderado das telas, muitas pessoas percebem que seus olhos se cansam mais cedo do que o habitual ao retomarem a atividade profissional. Isso é um sinal de que é recomendável retomar o uso dos dispositivos seguindo algumas orientações, e não de que exista necessariamente um problema grave”, explicou ele.
Além da regra 20-20-20, ele recomendou descansar a visão por pelo menos cinco a dez minutos a cada hora e meia ou duas horas de uso contínuo e verificar a distância e a posição da tela. Conforme ele especificou, o ideal é posicionar o computador a cerca de 50 centímetros e em um ângulo de 45 graus em relação aos olhos, enquanto o adequado para o celular é uma distância de 30 centímetros e, para o tablet, de 40.
Além disso, ele destacou a importância de piscar com frequência para prevenir a secura ocular e ressaltou que, em caso de olho seco, podem ser utilizadas lágrimas artificiais. Por sua vez, ele ressaltou que, sempre que possível, deve-se trabalhar e ler com luz natural e, se isso não for possível, o recomendável é manter iluminação no teto, iluminação indireta sobre a área de trabalho e evitar reflexos ou luzes fluorescentes diretas sobre a tela.
TAMANHO DA FONTE
Llovet também sugeriu aumentar o tamanho da fonte nos dispositivos eletrônicos para reduzir o esforço de foco e, entre outras medidas não diretamente relacionadas às telas, recomendou dormir o suficiente e aprender a lidar com o estresse, já que esses são dois fatores que influenciam a fadiga ocular, e a preparar o espaço de trabalho, controlando a temperatura, a umidade e a ventilação.
Caso surjam incômodos, como visão embaçada, secura ou dor de cabeça, de forma recorrente ou persistente, ele recomendou não normalizar a situação e consultar um especialista para determinar a origem e descartar outros problemas visuais.
Ao colocar essas dicas em prática, afirmou que é possível retornar a uma rotina mais confortável para os olhos. Além disso, destacou que manter a graduação atualizada e realizar exames oftalmológicos periódicos permite detectar e corrigir problemas de visão que podem aumentar o esforço visual diante das telas.
MAIS DA METADE DOS ESPANHÓIS SOFRE COM INCONFORTO
O último “Estudo da Visão na Espanha”, elaborado pela Baviera, revela que mais da metade dos espanhóis sofre de fadiga ou desconforto visual após o uso de dispositivos eletrônicos. Esse número chega a 64% entre aqueles que passam mais de seis horas por dia diante de telas, de segunda a sexta-feira, o que é comum durante a jornada de trabalho.
A fadiga visual, ou asthenopia, ocorre quando o músculo ciliar, responsável por focar objetos próximos, é submetido a um esforço excessivo e prolongado. Os dispositivos eletrônicos agravam essa situação devido à redução do piscar dos olhos, causada pela concentração na tela, e pela exposição à luz azul-violeta que eles emitem.
Os sintomas mais comuns da fadiga visual são visão embaçada, vermelhidão, dor de cabeça, lacrimejamento, secura ocular e, nos casos mais intensos, uma diminuição temporária da acuidade visual.
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