Publicado 12/08/2025 08:37

Oftalmologista desaconselha o banho com lentes de contato em praias e piscinas para evitar infecções oculares

Archivo - Arquivo - Nadando na piscina.
IMGORTHAND/ISTOCK - Arquivo

MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O oftalmologista e cofundador da Clínica Baviera Fernando Llovet desaconselhou o banho com lentes de contato em praias e piscinas para evitar doenças oculares que podem ser "muito graves", já que as lentes de contato podem atuar como reservatório de vírus, bactérias e outros agentes patogênicos.

"O verão é uma época delicada para os olhos. Eles ficam expostos a mais irritantes e, além disso, tendemos a relaxar certos hábitos de higiene ocular que são fundamentais nessa época do ano", alertou Llovet, que enfatizou os riscos da conjuntivite, uma das doenças oculares mais comuns no verão, e ofereceu uma série de recomendações para proteger a saúde dos olhos nessa época do ano.

Para um dia na praia ou na piscina, ele sugeriu o uso de óculos de natação ao tomar banho para evitar o contato direto entre os olhos e a água. Da mesma forma, o uso de óculos de sol aprovados ajuda a proteger os olhos do sol, do vento, da areia ou de partículas em suspensão, e é útil tanto nesses ambientes quanto fora deles.

Após o banho, ele aconselhou tomar uma ducha ou, pelo menos, enxaguar o rosto com água limpa para enxaguar as áreas ao redor dos olhos. No final do dia, ele recomendou a aplicação de solução salina ou lágrimas artificiais para limpar e reidratar a superfície ocular.

Em termos de medidas de higiene, ele pediu para não compartilhar toalhas ou produtos cosméticos que possam entrar em contato com os olhos. Ele também ressaltou a importância de evitar esfregar os olhos, especialmente com as mãos molhadas, sujas ou sujas de areia, pois isso pode aumentar a irritação ou facilitar a entrada de bactérias.

Ele também pediu mais cuidado e precaução no caso do uso de lentes de contato. Para isso, recomendou sempre levar um estojo com líquido para poder remover as lentes ou limpá-las, se necessário.

"Com esses pequenos gestos, podemos tentar evitar as infecções oculares mais comuns do verão. O principal erro é minimizar a importância dos sintomas ou se automedicar sem um diagnóstico médico adequado. Por isso, recomenda-se que, se os sintomas persistirem ou piorarem, você consulte um oftalmologista para fazer um exame oftalmológico completo e uma avaliação", diz o Dr. Llovet.

CONJUNTIVITE: SINAIS E CAUSAS

Entre as doenças oculares mais comuns no verão, a Clínica Baviera destacou a conjuntivite, caracterizada por olhos avermelhados, com coceira, ardência ou lacrimejamento constante.

Conforme detalhado, o aumento do número de piscinas, o uso prolongado de lentes de contato, a exposição ao cloro, a poeira ambiental, a areia da praia e outros irritantes causam um aumento notável de casos, especialmente entre crianças e pessoas que praticam atividades ao ar livre.

Embora os sintomas geralmente sejam semelhantes, os especialistas destacaram que nem toda conjuntivite tem a mesma origem e não requer o mesmo tratamento. Especificamente, eles destacaram que há três tipos principais.

A conjuntivite irritativa, causada por agentes externos, como cloro ou poeira, geralmente desaparece por conta própria em poucos dias se o contato com o irritante for eliminado; a conjuntivite viral, altamente contagiosa e frequente em ambientes familiares ou recreativos; e a conjuntivite bacteriana, que pode aparecer após o contato com água contaminada ou mal tratada e que, em muitos casos, requer tratamento com colírios antibióticos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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