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MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -
A Organização de Consumidores e Usuários (OCU) confirmou a comercialização na Espanha de até 60 fones de ouvido e fones de cabeça que contêm substâncias químicas indesejáveis, de acordo com uma pesquisa recente realizada pela associação de consumidores austríaca VKI.
A investigação alerta que a grande maioria dos 81 modelos de fones de ouvido e fones de cabeça selecionados, de marcas como Beats, Bose, JBL, Logitech, Panasonic, Philips, Samsung, Sennheiser, Sony ou Xiaomi, continham, em maior ou menor grau, alguma das 84 substâncias químicas indesejáveis que foram procuradas.
Especificamente, foi constatada uma presença generalizada de bisfenóis (BPA e BPS) e ftalatos, sobretudo nos plásticos rígidos dos fones de ouvido (arcos, caixas). Essas substâncias são identificadas como desreguladores endócrinos ou tóxicas para a reprodução.
Para a OCU, os resultados evidenciam as limitações da legislação europeia vigente (REACH e RoHS) face à rápida evolução da indústria eletrônica. Por isso, considera necessário atualizar e reforçar os requisitos de segurança química nos produtos de consumo, independentemente dos canais de venda.
Os produtos analisados foram adquiridos tanto em grandes sites de vendas online, como Temu ou Shein, quanto nos canais de distribuição tradicionais. “Afinal, a proteção da saúde deve fazer parte do design dos produtos desde a sua origem”, acrescenta.
Nesse contexto, ressalta que o prestígio ou o reconhecimento de uma marca não garante a ausência desse tipo de substância. Assim, ela observa que os fones de ouvido e fones de cabeça projetados para crianças apresentam níveis mais baixos de contaminação química do que os destinados a adultos. Mesmo assim, apenas um terço dos modelos infantis obtém uma avaliação claramente positiva.
No entanto, a OCU esclarece que não há motivos para alarme imediato, já que os riscos identificados estão associados a uma exposição crônica e de longo prazo, e não a uma toxicidade aguda. O principal problema para a organização reside no chamado “efeito coquetel”, decorrente da exposição diária a múltiplos desreguladores endócrinos provenientes de diferentes fontes. Mas, no caso dos fones de ouvido e fones de cabeça, o risco de migração dessas substâncias através da pele pode ser aumentado pelo contato prolongado, pelo calor corporal e pela transpiração, especialmente durante o uso intensivo.
Nesse sentido, a OCU destaca que, para reduzir a exposição e proteger a saúde, especialmente a das crianças, é aconselhável limitar o contato prolongado com os plásticos rígidos desses e de outros produtos, evitando que estejam em contato direto e contínuo com a pele. E, acima de tudo, evitar adormecer com os fones de ouvido colocados.
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