ANDREI SAUKO/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 11 ago. (EUROPA PRESS) -
A Organização de Consumidores e Usuários (OCU) alertou que as pulseiras impregnadas com repelente contra mosquitos não protegem além da área ao redor do pulso, enquanto os aparelhos de ultrassom continuam sem evidências científicas que comprovem sua eficácia para afastar esses insetos.
Por isso, a OCU recomenda o uso de repelentes cutâneos em spray, gel ou bastão, que atuam alterando os receptores olfativos do mosquito e impedem que ele localize a pessoa com facilidade.
No entanto, ela alerta que a eficácia desses produtos depende tanto do princípio ativo utilizado quanto de sua concentração. Os mais potentes são os produtos formulados com DEET (N,N-dietil-m-toluamida); embora possam causar irritação e alergia, por isso não devem ser usados em crianças menores de dois anos, e em adultos basta uma concentração de 20 por cento, pelo menos na Espanha.
A icaridina ou picaridina é outro princípio ativo eficaz e, em uma concentração de 20%, também protege por até seis horas. Outras substâncias úteis, embora um pouco menos eficazes, são o citriodiol e o IR 3535. Os óleos essenciais (geraniol, óleo de lavandina, lavanda) oferecem proteção por apenas meia hora após a aplicação, mas também são menos tóxicos.
Caso os mosquitos já tenham entrado na residência, a OCU destaca que os inseticidas domésticos podem ser uma ferramenta muito útil. Disponíveis em aerossol ou em difusores elétricos, eles não repelem os insetos, mas os eliminam. Mesmo assim, a organização recomenda usá-los com moderação, já que, a longo prazo, seus princípios ativos (as piretrinas) podem se tornar tóxicos. Por isso, é recomendável arejar os cômodos após a aplicação e desligar os difusores durante o dia, quando não forem necessários.
Além disso, destaca-se que outra opção interessante e nada tóxica é um ventilador. Ao movimentar o ar, ele dispersa o CO2 da respiração e as substâncias liberadas pela pele, que são os principais fatores de atração dos mosquitos. Diversos estudos demonstraram que isso reduz as picadas em 45% a 60%.
SISTEMAS DE PREVENÇÃO
Além dos produtos comerciais, a OCU defende que a prevenção continua sendo a melhor defesa. Os mosquitos precisam de água parada para se reproduzir e, além disso, costumam se deslocar relativamente pouco a partir de seu local de reprodução. Por isso, é recomendável eliminar qualquer recipiente em que possa se acumular água, como baldes, vasos de plantas, bandejas de floreiras ou jarras, e trocar com frequência a água destinada aos animais de estimação.
Além disso, a OCU afirma que instalar telas contra mosquitos em janelas, portas ou camas constitui uma barreira física altamente eficaz para impedir a entrada desses insetos na casa. Em áreas especialmente expostas, também é recomendável usar roupas de manga comprida e calças compridas, de preferência de cores claras, e aplicar repelente em todas as áreas da pele que ficarem expostas. Especialmente ao amanhecer e ao entardecer, quando os mosquitos estão mais ativos.
Em suma, a OCU recomenda desconfiar de soluções milagrosas e optar por medidas cuja eficácia já tenha sido comprovada. Escolher um bom repelente e adotar medidas preventivas simples continua sendo a estratégia mais eficaz para aproveitar o verão sem picadas.
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