Publicado 13/08/2025 10:37

O Observatório de Medicamentos destaca que o crescimento do mercado farmacêutico está "estabilizado" em cerca de 3,5%.

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ALVAREZ/ISTOCK - Arquivo

MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -

O Observatório de Medicamentos da Federação Espanhola de Empresas Farmacêuticas (FEFE) destacou que o crescimento do mercado farmacêutico está "estabilizado" em cerca de 3,5% e não prevê grandes variações nos próximos meses, de acordo com as tendências atuais.

É o que aponta seu último relatório, com dados de junho, mês em que o mercado espanhol continuou com uma tendência de "crescimento sólido", graças à liderança dos medicamentos de prescrição e das marcas inovadoras.

O mercado alcançou um faturamento de 2.321,6 milhões de euros, o que representa um crescimento de 9,6% em comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o volume de unidades cresceu 1,6%. Esse aumento consolida uma tendência positiva sustentada ao longo do ano, com um faturamento acumulado de 27.020,4 milhões de euros nos últimos doze meses (+6,2%).

Os medicamentos éticos representaram a maior parte do mercado, com 1.609,7 milhões de euros (+10,6%) e um notável crescimento em volume (+2,6%). Dentro desses, o principal motor de crescimento foram os antidiabéticos GLP-1 (+46,2 milhões de euros) e, em volume, os produtos combinados para redução de lipídios.

O relatório também destaca o dinamismo contribuído pelo segmento de Saúde do Consumidor, principalmente graças aos protetores solares. Enquanto isso, os genéricos permaneceram estáveis, refletindo uma pressão de preços menos competitiva do que nos anos anteriores.

Por região autônoma, o crescimento foi homogêneo na Andaluzia, Madri e Catalunha, reforçando a força do mercado. Além disso, casos específicos se destacam, como Ceuta, que lidera o crescimento relativo tanto em medicamentos éticos quanto em saúde do consumidor.

AUMENTO LIMITADO DO CONSUMO

De acordo com os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, houve um aumento limitado no crescimento do consumo em junho passado, em comparação com o mesmo mês de 2024, sem incidências anormais, tanto em termos de morbidade quanto de feriados.

O número de prescrições chegou a 96,2 milhões, um aumento de 4,41% em relação ao mesmo mês do ano passado, que foi de 92,1 milhões de prescrições. Os gastos aumentaram em 6,82% e o gasto médio por prescrição em 2,31%.

Os números acumulados e anuais mostram um aumento de 13.009,2 milhões de euros em 2024 para 13.577,3 milhões de euros neste ano. Assim, o aumento anual é de 568,1 milhões de euros, um valor superior ao do mês anterior.

FUNDOS MÚTUOS PARA FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

O documento destaca que as sociedades mútuas de funcionários públicos são responsáveis por cerca de 525 milhões de euros de gastos anuais com medicamentos, o que representa 3,75% dos gastos totais. O número de prescrições também está em uma taxa semelhante, de 3,74%, e o gasto médio por prescrição é de 11,58 euros nas seguradoras mútuas e 11,62 euros no total.

O Observatório considera surpreendente que o custo médio por receita seja praticamente igual ao dos demais usuários do Sistema Nacional de Saúde (SNS), tendo em vista que a contribuição dos usuários das mutualidades é de 30%.

Na distribuição por seguradoras mutualistas, a Muface é responsável por 69,3% das prescrições, a Isfas por 27,3% e a Mugeju por 3,4%.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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