Publicado 25/03/2026 10:30

O Observatório contra a Fraude e a Corrupção na Saúde identifica 317 indicadores de risco em nove órgãos da área da saúde

Archivo - Arquivo - Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade
EUROPA PRESS - Arquivo

MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -

O Observatório contra a Fraude e a Corrupção na Saúde concluiu a avaliação estratégica de nove órgãos-chave do Ministério da Saúde, tendo identificado 317 indicadores de risco associados a potenciais conflitos de interesse e consolidado 287 medidas preventivas já implementadas nas diversas áreas de atuação.

Essa análise, realizada para identificar e prevenir situações de conflito de interesses no âmbito da saúde, conclui, conforme indicado por esse órgão governamental, que o mesmo dispõe de um sistema preventivo robusto e alinhado com padrões internacionais, sustentado em mecanismos de controle interno, transparência e tomada de decisões colegiada.

No entanto, propõe 33 medidas voltadas para reforçar a homogeneização das políticas, como a ampliação de modelos avançados de Declarações de Ausência de Conflitos de Interesses (DACI), a publicação sistemática de agendas institucionais e o desenvolvimento de um protocolo comum para a interação com a indústria.

Especificamente, este trabalho estudou o Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA), a Comissão de Saúde Mental, a Delegação do Governo para o Plano Nacional sobre Drogas (DGPNSD), a Secretaria-Geral de Saúde Digital, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS), a Organização Nacional de Transplantes (ONT), e as direções-gerais de Ordenação Profissional, de Carteira Comum de Serviços do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e Farmácia, e de Saúde Pública e Equidade em Saúde.

Em todas essas instituições, foram analisadas 138 funções, destacando-se a colegialidade como um dos principais elementos de proteção contra riscos, ao reduzir a discricionariedade na tomada de decisões por meio de estruturas compartilhadas, como comissões técnicas e órgãos de coordenação. Além disso, constatou-se uma ampla implantação das DACI e compromissos de confidencialidade em processos críticos, especialmente na gestão de subsídios e no acesso a dados sensíveis.

Por outro lado, o sistema de integridade da Saúde situa-se atualmente num nível de excelência comparável ao das principais agências e organismos de referência no âmbito europeu, alinhamento internacional que é especialmente visível na AEMPS, na ONT e na Direção-Geral de Saúde Pública. Estas são obrigadas a operar sob marcos normativos comunitários de alta exigência, como as normas da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e o Regulamento sobre substâncias de origem humana (SOHO).

TRANSPARÊNCIA

No que diz respeito à transparência, esta análise revela que sete das nove unidades avaliadas dispõem de mecanismos específicos para a gestão ética das relações com agentes externos, incorporando critérios de controle, registro e acompanhamento de reuniões, boas práticas e excelência institucional.

Nesse sentido, o Observatório apresenta exemplos de referência dentro do sistema, como a AEMPS, por seu marco regulatório alinhado às exigências europeias; a ONT, por sua política restritiva de relações com empresas e critérios públicos de atribuição; o INGESA, pelo reforço da transparência na contratação e gestão de recursos estratégicos; e a DGPNSD, por seus procedimentos de avaliação objetiva e prevenção de conflitos em subvenções.

OPORTUNIDADES DE MELHORIA

Aprofundando, por outro lado, nas oportunidades de melhoria, o resumo executivo deste trabalho revela que o INGESA pode ampliar o DACI, oferecer treinamento periódico em integridade e estabelecer procedimentos escritos e auditorias internas aleatórias; enquanto o Comissariado de Saúde Mental tem a opção de desenvolver um sistema mais robusto de DACI e outras ferramentas de integridade, ainda não implementadas.

A DGPNSD pode ampliar o DACI para a Direção-Geral e as Subdireções e criar um mapa próprio de conflitos e avaliação periódica, além de estabelecer mecanismos de participação cidadã; e a Secretaria-Geral de Saúde Digital tem a possibilidade de completar os indicadores e medidas específicas. Para a Direção-Geral de Ordenação Profissional, defende-se o aprofundamento do mapa de riscos na Alta Inspeção, enquanto que para a AEMPS não há propostas.

Na Direção Geral de Carteira Comum do SNS e Farmácia, é possível estender o DACI aos funcionários envolvidos e renová-lo anualmente, bem como uniformizar as obrigações relativas a conflitos de interesses nos comitês; e na Direção Geral de Saúde Pública e Equidade em Saúde, aposta-se na uniformização das medidas entre as subdireções. Criar um protocolo de contato com empresas, uma DACI anual, um código de conduta próprio e a medição da percepção pública de integridade são as oportunidades de melhoria da ONT.

No entanto, o Ministério da Saúde informou que essas ações marcarão o início da fase final do ciclo de gestão, centrada na implementação de melhorias e na consolidação de um sistema de avaliação contínua.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado