Publicado 14/09/2026 13:47

Nutricionistas clínicos afirmam que a incorporação de um número maior deles ao SNS é uma necessidade urgente

Archivo - Arquivo - Nutricionista, dietista, endocrinologista, dieta
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / RONSTIK - Arquivo

MADRID 14 set. (EUROPA PRESS) -

A Associação de Dietistas e Nutricionistas Clínicos da Espanha (ADNCE) realizou um encontro dedicado a analisar a realidade dos profissionais, ocasião em que seus representantes aproveitaram para solicitar a incorporação de um número maior deles ao Sistema Nacional de Saúde (SNS), algo que é “uma necessidade urgente para garantir a qualidade do atendimento”.

O encontro, realizado em colaboração com a Universidade Católica de Valência (UCV), serviu para reivindicar o papel “essencial” dos nutricionistas clínicos. No entanto, os palestrantes destacaram que, “apesar de sua relevância na evolução dos pacientes”, sua presença no sistema de saúde “continua sendo insuficiente”.

“Essa situação contrasta com as evidências disponíveis, que demonstram que a terapia nutricional melhora os resultados, reduz complicações e contribui para um atendimento mais seguro e eficiente”, afirmaram, em seguida, apresentaram o “Processo Bioquímico-Clínico-Nutricional” (PBCNut), um modelo de certificação para profissionais que organiza e analisa de forma integrada os dados bioquímicos, clínicos e nutricionais de cada paciente.

Segundo afirmaram, a metodologia empregada “permite interpretar melhor a situação clínica, escolher a intervenção nutricional mais adequada e avaliar seus resultados com critérios objetivos”, abordagem com a qual se “ganha precisão e visibilidade dentro do sistema, favorecendo sua integração real nas equipes de atendimento”.

ATO CLÍNICO PRECISO E VERIFICÁVEL

“Essa integração permite que o tratamento nutricional deixe de se basear em dietas genéricas e se torne um ato clínico preciso e verificável, com vantagens claras para todos os agentes do sistema”, continuaram, para especificar que, do ponto de vista dos pacientes, oferece um atendimento personalizado adaptado à fisiopatologia de sua doença, maior segurança clínica e tratamentos objetivos, avaliáveis ao longo do tempo.

Além disso, indicaram que, para os nutricionistas e as equipes clínicas, isso proporciona rigor científico no raciocínio, uma linguagem clínica comum com as demais especialidades e redução da variabilidade no diagnóstico e na prescrição. Processos padronizados, qualidade rastreável e auditável, melhor planejamento de recursos e registro de dados úteis para avaliar resultados no suporte nutricional são as vantagens para os hospitais.

Por fim, os especialistas explicaram que, para o Sistema Nacional de Saúde (SNS) e as administrações públicas, isso facilita a melhoria do estado nutricional dos pacientes, repercute positivamente na resposta aos tratamentos médicos e reduz tanto as complicações quanto as internações hospitalares; enquanto que, para as universidades, proporciona um marco metodológico para atualizar os planos de estudo e formar futuros graduados com competências clínicas padronizadas desde o início de sua carreira profissional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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