Publicado 09/09/2026 07:57

O número de países com regulamentações relacionadas ao espaço aumentou 50% em 10 anos, chegando a quase 60, segundo a OCDE

JIUQUAN, 1º de setembro de 2026  -- O foguete transportador PALLAS-1 Y1 decolou da zona piloto de inovação espacial comercial de Dongfeng, no noroeste da China, em 1º de setembro de 2026. O foguete decolou às 10h (horário de Pequim) e teve um desempenho n
Wang Jiangbo / Xinhua News / Europa Press / Contac

MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -

O número de países com regulamentações relacionadas ao espaço aumentou 50% na última década, chegando a cerca de 60 até 2025.

É o que reflete o relatório “Panorama geral da economia espacial em 2026”, publicado nesta quarta-feira pela OCDE, que destaca que os governos “devem continuar adaptando seus marcos legais e regulatórios para apoiar as atividades espaciais comerciais, uma vez que são estratégicas para a competitividade e a atratividade do setor espacial nacional”.

O estudo conclui que “adaptar a regulamentação a uma economia espacial mais competitiva e comercial é fundamental, ao mesmo tempo em que se gerenciam os riscos de segurança, responsabilidade civil, proteção e sustentabilidade, e se mantém a cooperação internacional necessária para garantir a segurança e a operacionalidade das órbitas”.

“Nossos sistemas de transporte, redes de energia, comunicações e abastecimento alimentar dependem da economia espacial comercial. Os governos podem tornar o setor mais competitivo, mais atraente para o investimento e mais seguro por meio de contratações públicas estratégicas, regulamentações inteligentes e apoio específico à inovação”, destacou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann.

Com relação às regulamentações relacionadas ao espaço na Espanha, o documento menciona o decreto real de 1995 que cria o Registro de Objetos Lançados ao Espaço Ultraterrestre, previsto na convenção adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2 de novembro de 1974.

Por outro lado, o relatório revela que, embora a contribuição direta do setor espacial para o PIB “continue sendo relativamente pequena, sua importância estratégica e econômica transcende amplamente o próprio setor”.

Nesse sentido, destaca que os sistemas espaciais já dão suporte a mais da metade das infraestruturas e serviços mais críticos dos países da OCDE, como transporte, energia, comunicações e abastecimento alimentar. Em alguns países membros da OCDE, cerca de um quinto do PIB depende de serviços de satélite.

O relatório também aponta que os governos “continuam sendo fundamentais para orientar o desenvolvimento de mercados espaciais comerciais cada vez mais competitivos”; e identifica mais de 200 iniciativas políticas relacionadas ao espaço e quase 300 instrumentos políticos em 45 países, na Agência Espacial Europeia e na União Europeia.

“Os governos influenciam tanto o ritmo quanto a direção do desenvolvimento do mercado por meio de P&D público, contratos, apoio à comercialização, políticas de acesso a dados, incubadoras, transferência de tecnologia, regulamentação e financiamento”, afirma o documento.

Além disso, o documento indica que o investimento privado também desempenha um papel cada vez mais importante na economia espacial. Estimativas do setor apontam que os fluxos de capital privado para o setor ficarão entre 11 bilhões e 13 bilhões de dólares em 2025, o nível mais alto desde 2021, com o investimento concentrado em empresas consolidadas e atividades de grande investimento, como a fabricação e o lançamento de naves espaciais.

A OCDE prevê que manter o investimento em P&D civil “será fundamental para a competitividade a longo prazo, uma vez que as prioridades do financiamento público estão cada vez mais voltadas para a defesa”.

O setor espacial civil representou 6,3% das dotações orçamentárias governamentais para P&D civil na OCDE em 2024. “Embora sua escala ainda seja modesta, a P&D no setor espacial civil é estrategicamente importante, e uma desaceleração em seu crescimento poderia ter repercussões na inovação e na competitividade futuras”, ressalta.

O relatório destaca que a próxima onda de inovação espacial “já se vislumbra na produção científica e nos dados de patentes”. A produção científica relacionada ao espaço mais que dobrou desde 2009, enquanto a participação em redes globais de pesquisa expandiu-se de 80 países em 2000 para 119 em 2024.

A inovação concentra-se cada vez mais em áreas como a análise baseada em IA, aplicações quânticas, mitigação de lixo espacial, sistemas em órbita e tecnologias avançadas de energia. Somente a energia elétrica das naves espaciais representou 46% dos pedidos de patentes relacionados ao espaço em 2023.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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