Europa Press/Contacto/Zhu Yubo
MADRID 19 jan. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chilenas elevaram nas últimas horas para 19 o número de mortos pela onda de incêndios que assola o centro e o sul do país, especialmente as regiões de Ñuble e Biobío, que devastaram mais de 25.000 hectares e exigiram o envio de cerca de 900 agentes da polícia e 3.000 militares.
O ministro da Segurança Pública, Luis Cordero, confirmou este novo balanço em uma coletiva de imprensa realizada ao final de uma reunião do Comitê Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres (Cogrid), na qual precisou que apenas uma das vítimas mortais é de Ñuble, enquanto o restante é de Biobío.
Mais de 1.500 pessoas foram afetadas pelo incêndio, incluindo mais de 630 que foram obrigadas a se deslocar, enquanto as chamas destruíram 325 casas e afetaram pelo menos outras mil, conforme ele indicou durante sua aparição.
O ministro alertou ainda que esta onda de incêndios, que ainda mantém 23 focos ativos — sete em Ñuble, outros sete em Biobío e cinco em La Araucanía —, constitui um “evento extremo” comparável aos “megaincêndios” ocorridos em 2017, 2023 e 2024, este último causou a morte de quase 140 pessoas. “Essa é a magnitude que tivemos que enfrentar”, afirmou.
Cordero confirmou ainda o envio de 872 agentes da Carabineros, 3.210 efetivos das Forças Armadas e 167 detetives da Polícia de Investigações (PDI) do Chile, apoiados por 132 veículos da Polícia destinados ao patrulhamento e vigilância, devido ao receio de saques nas zonas afetadas.
A Corporação Nacional Florestal (CONAF) informou que as chamas devastaram mais de 25.000 hectares de vegetação nas regiões de Ñuble e Biobío, onde permanece o alerta vermelho, mesma medida que vigora nos municípios de Lumaco, Collipulli e Angol. Da mesma forma, continua o alerta amarelo na comuna de Tiltil, na Região Metropolitana. O presidente chileno, Gabriel Boric, indicou horas antes em coletiva de imprensa na própria região de Biobío que os incêndios também provocaram a evacuação de mais de 50.000 pessoas. O mandatário anunciou, por outro lado, sua intenção de se reunir com o presidente eleito do país, José Antonio Kast, porque “vamos ter que enfrentar isso juntos”. “Conversei com o presidente eleito José Antonio Kast para lhe dar as últimas informações que tínhamos disponíveis. Ele também terá uma conversa com as autoridades da zona mais tarde”, disse.
O próprio Kast indicou em uma mensagem nas redes sociais que “hoje o foco deve ser combater os incêndios, socorrer as pessoas afetadas e apoiar as autoridades para enfrentar esta emergência”. “Não há espaço para política neste momento crítico da emergência”, destacou. Enquanto isso, o Ministério Público chileno anunciou o início de uma investigação para determinar a origem dos incêndios. A procuradora regional de Biobío, Marcela Cartagena, detalhou que pelo menos três promotores já estão trabalhando no caso e que o local do evento está sendo protegido.
“Ontem à noite (sábado) ficamos sabendo da magnitude desta catástrofe, deste incêndio, e imediatamente dispusemos medidas de investigação”, declarou Cartagena, segundo o portal de notícias chileno 24 Horas. “Temos pelo menos três promotores trabalhando, alguns no posto de comando aqui na terceira delegacia de Penco, outros em campo”, acrescentou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático