Andres Moreno / Xinhua News / Europa Press / Conta
MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -
A Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD) informou nesta quarta-feira que 312 pessoas morreram em consequência do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o centro e o oeste da Colômbia há pouco mais de uma semana.
Em seu último balanço, a UNGRD estimou em 290 o número de desaparecidos, um número significativamente inferior aos 426 registrados no dia anterior. Além disso, informou que há 4.611 feridos e 358 pessoas resgatadas.
Mais de 134 mil residências foram afetadas e outras 4.600 ficaram destruídas por esse tremor, cujo epicentro está localizado em San José del Palmar, em Chocó, uma das regiões mais carentes da Colômbia, onde a precariedade das infraestruturas e das vias terrestres dificulta a entrega de ajuda humanitária.
Embora os danos tenham sido sentidos principalmente no já mencionado Chocó, no “eixo cafeeiro” e no Vale do Cauca — onde sua capital, Cali, foi uma das cidades mais atingidas —, o terremoto foi sentido em 470 municípios de cerca de quinze departamentos, afetando mais de 294.200 pessoas.
A UNGRD informou que o terremoto danificou 335 unidades de saúde, mais de 3.400 escolas e 4.000 centros comunitários, bem como 430 vias, cerca de cem sistemas de abastecimento de água, 50 pontes e cinco aeroportos, entre outras infraestruturas.
Por sua vez, o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, divulgou em suas redes sociais algumas das medidas que o setor bancário colocou em prática para amenizar a situação das famílias e empresas afetadas, com períodos de carência de juros ou suspensão de cobranças de até doze meses.
Essas iniciativas representam valores que giram em torno de 306 milhões de euros, conforme destacou o presidente colombiano, somando-se às doações que vêm sendo feitas por outras instituições do setor privado e que beneficiariam as pessoas afetadas em Caldas, Chocó, Quindío, Risaralda e Valle del Cauca.
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