Publicado 14/09/2026 00:51

O número de mortos pelo desabamento de uma casa em São Paulo (Brasil), causado por fortes chuvas, sobe para seis

12 de setembro de 2026, São Paulo, São Paulo, Brasil: São Paulo (SP), 12/09/2026 — Desabamento de prédio/chuva/SP — Devido ao intenso volume de chuva, um prédio desabou na Praça José Procopio, no bairro da Penha. Os bombeiros realizaram operações de resga
Oslaim Brito / Zuma Press / Europa Press

MADRID 14 set. (EUROPA PRESS) -

O número de mortos no desabamento de um prédio de doze andares causado por fortes chuvas na cidade de São Paulo, no sudeste do Brasil, subiu para seis, incluindo uma menina de sete anos, após a conclusão das buscas pelas vítimas, segundo informaram as autoridades neste domingo.

“As oito vítimas foram localizadas após o desabamento ocorrido na Rua Tequici, nº 65. Entre as vítimas, duas sobreviveram: uma menina e um homem. Foram confirmadas seis mortes: três mulheres, uma menina e dois homens”, informou o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo em uma mensagem nas redes sociais.

Nesse mesmo contexto, o Corpo de Bombeiros destacou que suas equipes “concluíram a localização de todas as vítimas”. Agora, “o local ficará sob a responsabilidade das demais autoridades para que prosseguam os trabalhos forenses e sejam tomadas as medidas cabíveis”, acrescentou.

Horas antes, em outra mensagem, o órgão informava que suas equipes continuavam “em busca de uma menina de sete anos, que continua desaparecida sob os escombros”.

Trata-se do desabamento ocorrido na madrugada de sábado na rua Tequici, no bairro da Penha, onde um prédio sofreu um desmoronamento, fazendo com que parte dos escombros atingisse uma residência vizinha.

O incidente afetou de forma significativa uma família de imigrantes bolivianos que trabalhava em uma oficina de costura, também localizada na mesma propriedade onde residiam. De acordo com informações da Polícia citadas pelo jornal “Folha”, do próprio estado de São Paulo, as vítimas moravam no Brasil há nove anos.

Agora, seus corpos estão sendo transportados para a cidade de Oruro, na Bolívia, a “pedido da família”, segundo declarou a advogada do Consulado da Bolívia, Patrícia Veiga, que denunciou as condições do prédio em que se encontravam.

“Eles haviam se mudado para a casa há um mês. Acreditamos que não foi um acidente, mas um homicídio. As condições da moradia eram muito precárias”, ressaltou.

MANDADOS DE PRISÃO CONTRA A EMPRESA CONSTRUidora

De fato, logo após o ocorrido, a Polícia Civil prendeu um homem identificado pela investigação como sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela construção do prédio que desabou, Ronaldo Vivacqua.

Além disso, também ordenou a prisão de seu filho, Cristiano Vivacqua — identificado pela Polícia como o autor do projeto e engenheiro responsável pela execução da obra —, e de Isis Brandão, que figura formalmente como proprietária da empresa. Estes dois últimos, no entanto, estão foragidos, conforme informou o portal de notícias G1, do jornal “O Globo”.

Segundo a Polícia Civil, Ronaldo não consta formalmente nos documentos das duas empresas identificadas como responsáveis pela obra. No entanto, os investigadores afirmam que depoimentos de testemunhas e documentos antigos indicam que ele atuava na administração da empresa e participava efetivamente da construção. “Descobrimos que, na verdade, ele é um sócio oculto”, declarou a delegada Safira Borges Moreira Parente, responsável pela investigação.

PEREIRA EXPRIME SUAS CONDOLÊNCIAS

Por sua vez, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz Pereira, manifestou seu “profundo pesar” e transmitiu suas “mais sinceras condolências às famílias dos cidadãos bolivianos que perderam a vida nesta tragédia”.

Além disso, Paz também quis demonstrar, por meio da mesma publicação nas redes sociais, sua “solidariedade (...) com todos os afetados” e desejar “força e uma rápida e completa recuperação aos feridos”.

Paralelamente, o presidente afirmou que a equipe consular do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia “mantém contato constante com as famílias afetadas e ofereceu colaboração, incluindo a possibilidade de repatriação de seus entes queridos, caso considerem necessário”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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