Europa Press/Contacto/Liu Tian
MADRID, 31 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Nepal elevaram nesta segunda-feira para cerca de 900 o número de mortos em decorrência da devastadora enchente registrada na semana passada no norte do país, em uma região localizada na fronteira com a China, um evento que também deixou mais de 4.200 desaparecidos em território nepalês.
A Autoridade Nacional para a Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA, na sigla em inglês) informou, em um comunicado publicado nas redes sociais, que até o momento foram confirmadas 903 mortes e 267 feridos, além de 4.247 desaparecidos.
Assim, a autoridade especificou que, entre o número de desaparecidos — que no domingo era de cerca de 2.500 —, estão 592 estrangeiros, ao mesmo tempo em que informou que, até o momento, 10.451 pessoas foram resgatadas, incluindo 252 que foram transportadas por via aérea após o desastre.
A esses números somam-se pelo menos 16 mortos e cerca de 550 desaparecidos em território chinês — entre eles, 261 cidadãos estrangeiros —, conforme indicaram as autoridades do gigante asiático, bem como três corpos recuperados na Índia.
Um especialista do Ministério de Recursos Naturais da China destacou na sexta-feira que o desastre foi uma cadeia de eventos que começou com uma avalanche de gelo em grande altitude e evoluiu até se tornar um fluxo de detritos em alta velocidade antes de atingir as instalações fronteiriças em Gyirong, descartando a possibilidade de transbordamento de um lago glacial.
Por sua vez, Benjamin Mirus, pesquisador do Centro de Ciências de Riscos Geológicos (GHSC), afirmou em declarações à Europa Press que tais conclusões “são semelhantes” às obtidas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que determinou que o “colapso da geleira” ocorreu no Parque Nacional de Langtang, no Nepal, próximo à fronteira comum.
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