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MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
O coordenador do Grupo de Imagem Cervical e Técnicas Minimamente Invasivas da Sociedade Espanhola de Endocrinologia e Nutrição (SEEN), o Dr. Manuel Gargallo, destacou a implantação do sistema ecográfico de classificação de nódulos tireoidianos “TIRADS”, que ajuda a detectar aqueles que apresentam maior risco e que permitiu “evitar inúmeras cirurgias diagnósticas”.
“Essa classificação permite otimizar os exames (punções), limitando-os a casos realmente suspeitos, o que reduziu os exames desnecessários”, indicou o representante dessa sociedade científica, que destacou que “as técnicas minimamente invasivas representaram um avanço importante no tratamento de diversas patologias tireoidianas”.
Nessa linha, e em sintonia com a Sociedade Europeia de Endocrinologia (ESE) e seu projeto “EndoCompass”, no qual “destaca-se a utilidade da Inteligência Artificial (IA) na melhoria dos exames diagnósticos”, a SEEN defende que os médicos “confiem em sua contribuição na abordagem das diferentes patologias tireoidianas”.
“A IA ajuda a interpretar as ecografias e a determinar a benignidade ou malignidade dos achados”, continuou Gargallo, que, no entanto, enfatizou o papel protagonista da ecografia no diagnóstico dos nódulos, já que “somente por meio dessa técnica é possível conhecer seu tamanho e suas características e, portanto, estabelecer a suspeita de malignidade”.
SÃO “BASTANTE FREQUENTES”
Por sua vez, o coordenador da Área de Tireoide dessa organização, o Dr. Carles Zafón, informou que “a maioria dos nódulos é benigna e apenas entre 3% e 5% dos casos correspondem a câncer de tireoide”. Estes, segundo a SEEN, “são bastante frequentes”, pois “afetam mais da metade dos adultos e, embora possam surgir em qualquer idade, são menos comuns na infância”, enquanto “nas mulheres, além disso, são mais frequentes”.
A esse respeito, e após salientar que aqueles que não requerem intervenção cirúrgica “devem permanecer sob acompanhamento clínico para controlar sua evolução e possível crescimento”, ele sustentou, por outro lado, que os malignos “geralmente requerem cirurgia, assim como aqueles com alta suspeita clínica ou que, devido ao seu tamanho, causam dificuldades na deglutição, na respiração ou alterações estéticas”.
Assim, no âmbito de sua campanha “12 meses em Endocrinologia e Nutrição, 12 passos rumo à saúde”, e por ocasião da comemoração, nesta segunda-feira, 25 de maio, do Dia Mundial da Tireoide, ele lembrou “a importância de consultar um especialista ao detectar um nódulo tireoidiano para identificar o mais rápido possível se é benigno ou maligno”.
Nesse contexto, ele enfatizou a relevância “do diagnóstico precoce das patologias funcionais da tireoide, como o hipotireoidismo e o hipertireoidismo, para determinar o mais cedo possível o esquema terapêutico adequado, o que contribuirá para uma melhor evolução da doença”. “Esse tipo de patologia produz sintomas com um impacto significativo na saúde física e psicológica dos pacientes”, explicou Zafón.
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