Publicado 30/05/2025 12:33

Novo satélite SWOT revela redemoinhos ocultos no oceano

Décadas de trabalho em equipe internacional - e um salto ousado na tecnologia de satélites - estão abrindo novas fronteiras na ciência oceânica, com os pesquisadores da Texas A&M ajudando a liderar o caminho.
NASA/JPL/SWOT

MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -

Pesquisas por satélite descobriram pequenos, mas poderosos, redemoinhos marinhos de "submesoescala" que transformam nossa compreensão da dinâmica do clima oceânico.

Usando dados do novo satélite Surface Water and Ocean Topography (SWOT) da NASA, uma equipe liderada pelo professor de oceanografia da Texas A&M University, Jinbo Wang, obteve uma visão clara dessas correntes difíceis de serem vistas.

"Pela primeira vez, podemos observar diretamente os processos oceânicos de pequena escala em todo o mundo", disse Wang em um comunicado. "E acontece que eles são muito mais intensos do que pensávamos."

Um redemoinho é como um pequeno redemoinho no oceano. Assim como os redemoinhos de rio que se formam atrás de uma rocha, os redemoinhos no oceano funcionam de maneira semelhante, só que muito maiores e mais difíceis de observar. Alguns se estendem por centenas de quilômetros e ajudam a transportar calor, nutrientes e energia ao redor do planeta. Eles são vitais para o clima, o tempo e a vida marinha.

Embora os cientistas tenham estudado há muito tempo as grandes correntes de redemoinhos, as menores, chamadas de redemoinhos de submesoescala, são notoriamente difíceis de detectar. Essas correntes, que variam de vários quilômetros a 100 quilômetros de largura, têm sido as "peças que faltam" no quebra-cabeça do oceano - até agora.

O SWOT utiliza um interferômetro de radar de banda Ka para medir mudanças sutis na altura da superfície do mar com precisão milimétrica. O instrumento revelou padrões de redemoinhos e ondas oceânicas internas, características que, até agora, nunca foram capturadas nessa escala a partir do espaço.

"Essas correntes menores transportam quantidades surpreendentemente grandes de energia", explicou Wang. Elas desempenham um papel fundamental no transporte de calor entre as camadas superiores e mais profundas do oceano e determinam como o oceano sustenta seu ecossistema e interage com a atmosfera.

Isso significa que eles podem influenciar as redes alimentares marinhas e os padrões climáticos, como a formação e o destino dos furacões ou o desenvolvimento de fenômenos como El Niño e La Niña. Essas não são apenas características oceânicas, mas estão diretamente ligadas aos sistemas climáticos que afetam a todos nós, de acordo com os autores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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