SPENCER COPPAGE/VIRGINIA TECH.
MADRID, 5 ago. (EUROPA PRESS) -
Químicos da Virginia Tech foram pioneiros em uma nova abordagem para criar plásticos resistentes totalmente recicláveis a partir de algas de células inteiras e componentes químicos comuns.
Os primeiros materiais semelhantes a plásticos foram criados a partir de substâncias naturais, mas foram rapidamente substituídos por plásticos derivados do petróleo. Esses plásticos eram baratos de produzir e tinham propriedades superiores, como alta durabilidade. Agora, sua baixa capacidade de reciclagem levou a uma crescente crise ambiental, forçando os cientistas a repensar o setor de plásticos e retornar à criação de plásticos à base de biomassa, ou bioplásticos.
Para enfrentar essa crise, o professor assistente Josh Worch e sua equipe criaram uma nova estratégia para melhorar a capacidade de renovação e reciclagem de materiais plásticos sem comprometer seu desempenho. Eles combinaram biomassa bruta, neste caso algas, com componentes químicos comuns em um misturador para criar plásticos biohíbridos resilientes.
O segredo para criar esse material robusto é a chamada estratégia de síntese mecanoquímica, que a equipe descreveu em um estudo recente publicado na Angewandte Chemie. A estratégia de síntese surgiu de um momento de "ciência serendipitosa", como disse Worch. No momento em que a equipe introduziu todo o material de algas e os componentes químicos em um misturador de alta energia, a história mudou.
A técnica encurtou a síntese do plástico de dois dias para apenas uma hora e meia e permitiu que a biomassa se integrasse às partes sintéticas do material, transformando-o em um plástico híbrido. É também um processo potencialmente escalável, pois esse equipamento de mistura é comum em muitos setores.
"É um processo extremamente simples, o que o torna uma maneira muito eficiente de criar plástico", disse em um comunicado Emily Bird, uma estudante de graduação que co-liderou o trabalho com Meng Jiang, o principal estudante de pós-graduação do projeto.
No mundo dos plásticos, a técnica de "moagem de bolas" é comumente usada para moer materiais em pedaços mais finos. Pela primeira vez, os pesquisadores da Virginia Tech estão usando-a para produzir plásticos mais sustentáveis.
ESPIRULINA
Os membros da equipe projetaram o plástico híbrido para incluir um tipo de alga de célula inteira, conhecida como spirulina, devido ao seu baixo custo e ampla disponibilidade. Eles também analisaram outros tipos de recursos de biomassa, incluindo resíduos agrícolas do processamento de culturas.
O novo plástico híbrido é robusto e altamente adaptável. Ele pode ser facilmente remodelado em novas formas ou até mesmo decomposto completamente. A equipe pode recuperar separadamente as algas e os componentes químicos do plástico híbrido para reutilização.
"Essas características tornam o plástico muito versátil, garantindo que ele não acabe se transformando em lixo", disse Jiang.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático