Publicado 07/08/2026 08:54

O Novo México aplica uma nova multa de 567 milhões de dólares à Meta por causar riscos à segurança infantil

15 de julho de 2026, Polônia: Nesta ilustração fotográfica, o logotipo da Meta aparece exibido em um smartphone colocado sobre um laptop.
Europa Press/Contacto/Omar Marques

MADRID 7 ago. (Portaltic/EP) -

Um júri do Novo México (Estados Unidos) aplicou à Meta uma segunda multa de 567 milhões de dólares (cerca de 491,9 milhões de euros, ao câmbio atual) por causar prejuízos à segurança infantil e determinou que a empresa modifique o funcionamento de suas plataformas, introduzindo medidas adicionais de proteção para usuários menores de idade.

O mesmo júri já havia multado a empresa liderada por Mark Zuckerberg em 375 milhões de dólares (aproximadamente 323,2 milhões de euros) em março deste ano por violar as leis estaduais de proteção ao consumidor ao “enganar sobre a segurança de suas plataformas e colocar menores em risco”.

Agora, foi realizada a segunda parte do julgamento que analisa o caso, cujo objetivo era determinar se a Meta representa um “prejuízo público” que afeta os adolescentes e implica riscos à segurança infantil, e que resultou em uma nova multa para a empresa proprietária do Instagram e do Facebook.

Especificamente, ela deverá pagar 567 milhões de dólares (cerca de 491,9 milhões de euros, ao câmbio atual), valor que deverá ser destinado a um fundo de mitigação para programas relacionados ao Novo México. Esses programas incluirão treinamento em segurança na internet para jovens, voltado para professores, orientadores escolares, psicólogos e profissionais de saúde.

Além disso, a Meta também deverá implementar mudanças de segurança em suas plataformas de redes sociais Facebook e Instagram, com exceção do WhatsApp, conforme detalhado na sentença, divulgada pelo veículo de comunicação do Novo México Kob4.

Essas mudanças incluem manter as configurações padrão de privacidade para usuários menores de 18 anos no Instagram; já os usuários do Facebook (também menores de 18 anos) terão suas amizades limitadas a contas de pessoas com menos de 18 anos.

Os menores não poderão alterar essas configurações sem o consentimento dos pais e, além disso, não aparecerão nas buscas, a menos que se identifiquem pelo nome de usuário. Entre outras medidas, adultos desconhecidos não poderão enviar mensagens a menores, e a Meta deverá suspender as notificações “push” para esses usuários das 22h às 7h. Durante o horário escolar, essas notificações também não serão enviadas.

Da mesma forma, o número de curtidas nas publicações será ocultado e deverá ser implementado um limite obrigatório de tempo de uso. Especificamente, foi estipulado que os adolescentes só poderão passar 90 horas por mês no Facebook e no Instagram.

A empresa de tecnologia também deverá introduzir orientações informativas sobre práticas seguras e ferramentas para denunciar comportamentos inadequados em suas redes sociais. No entanto, apesar de todas essas mudanças, o tribunal não aprovou o pedido apresentado pelo autor da ação para realizar modificações nos próprios algoritmos da Meta.

Este processo remonta ao ano de 2023, quando o Departamento de Justiça do Novo México acusou a empresa de criar um “mercado para predadores em busca de crianças” e de apresentar de forma enganosa seus produtos como seguros para adolescentes.

Após dois anos de litígio, realizou-se um primeiro julgamento em março deste ano, no qual, após a apresentação de provas, concluiu-se que as características de design da Meta permitem que pedófilos e predadores sexuais explorem menores em suas plataformas.

Com isso, o Novo México tornou-se o primeiro estado do país a vencer um processo contra uma grande empresa de tecnologia por causar danos a jovens, restando ainda a realização de um segundo julgamento para determinar o resultado final da ação. Agora que o julgamento foi concluído, foi determinado que a Meta comete “prejuízo público” e deve arcar com indenizações adicionais, além das medidas já estabelecidas anteriormente.

Por sua vez, a Meta alegou que não concorda com a decisão e que entrará com recurso no tribunal. Foi o que compartilhou o porta-voz da Meta, Andy Stone, em uma publicação na rede social X, onde esclareceu que a empresa trabalha para manter as pessoas seguras em suas plataformas e tem sido “transparente” sobre as dificuldades para “identificar e remover usuários mal-intencionados e conteúdo prejudicial”.

“Continuamos confiantes em nosso histórico de proteção aos adolescentes online e continuaremos nos defendendo contra as acusações que deturpam os fatos”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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