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MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -
O Weizmann Institute of Science (Israel) publicou um estudo na revista "Nature Medicine", no qual apresenta descobertas que podem levar a um exame de sangue inovador para detectar o risco de desenvolver leucemia e também substituir o procedimento de diagnóstico invasivo de coleta de medula óssea.
Para detectar o risco de leucemia mieloide aguda, é "crucial" diagnosticar a síndrome mielodisplásica (MDS) e avaliar sua gravidade, diz o estudo. A SMD é uma doença relacionada à idade na qual as células-tronco do sangue não amadurecem adequadamente e se transformam em células sanguíneas funcionais.
Até agora, o diagnóstico dependia da coleta de amostras da medula óssea, um procedimento que requer anestesia local e pode causar desconforto ou dor.
No entanto, esse estudo conduzido por uma equipe de pesquisa liderada pelos Drs. Nili Furer, Nimrod Rappoport e Oren Milman, em colaboração com médicos e pesquisadores de Israel e dos Estados Unidos, e com uma amostra de 148 indivíduos, demonstrou que células-tronco sanguíneas raras, que ocasionalmente deixam a medula óssea e entram na corrente sanguínea, contêm informações de diagnóstico sobre a síndrome mielodisplásica (SMD).
Nesse sentido, os pesquisadores descobriram que, com um simples exame de sangue e um avançado sequenciamento genético de uma única célula, é possível identificar os primeiros sinais da síndrome e até mesmo avaliar o risco de uma pessoa desenvolver câncer no sangue.
Eles também descobriram que as células-tronco migratórias podem servir como um relógio para a idade cronológica e que, nos homens, sua população muda mais cedo do que nas mulheres, o que aumenta o risco de câncer.
Assim, as descobertas atuais já estão sendo testadas em um ensaio clínico de larga escala em vários centros médicos em todo o mundo. Além disso, os cientistas acreditam que o uso do teste para diagnosticar a MDS e a leucemia é apenas o começo, e que ele poderá ser aplicado a uma variedade de outros distúrbios hematológicos no futuro.
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