CONSEJO GENERAL DE ENFERMERÍA
O Conselho de Enfermagem celebra a II Jornada Nacional de Deontologia da Enfermagem MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Deontológica Nacional do Conselho Geral de Enfermagem, Tayra Velasco, garantiu que o novo Código Ético e Deontológico da Enfermeira Espanhola incorpora “todas as mudanças sociais, legislativas e normativas” ocorridas nas últimas quatro décadas.
Este documento, aprovado há alguns meses na Assembleia de presidentes da Organização Colegial, “será um salto qualitativo para uma melhor assistência a todos os cidadãos”, destacou Velasco, que participou, em Madri, da II Jornada Nacional de Deontologia da Enfermagem. O mesmo “representa a bússola de atuação para todas as enfermeiras”, confirmou.
Neste encontro, organizado pelo Conselho Geral de Enfermagem, em colaboração com o seu Instituto de Formação Sanitária (ISFOS) e a sua Comissão Deontológica Nacional de Enfermagem, participou também o presidente desta corporação, Florentino Pérez Raya, que declarou que a deontologia “não é um quadro rígido, mas um guia vivo que evolui com a sociedade” e com a profissão.
Esta disciplina “é o reflexo dos nossos deveres, mas também da nossa identidade”, continuou Pérez Raya, que acrescentou que a Enfermagem “não se define apenas pelo que faz, mas também por como e por que o faz”. “Devemos insistir que uma profissão de enfermagem forte e bem valorizada pela sociedade, em geral, deve se sustentar em pilares como o respeito à dignidade do paciente, a promoção do bem-estar, a justiça e a equidade, entre outros fatores”, explicou. Nesse sentido, o Conselho Geral de Enfermagem defendeu que este código é uma ferramenta a serviço dos profissionais, da sociedade e dos pacientes. Para isso, conta com 108 artigos e 27 áreas temáticas, com o objetivo de garantir uma prática ética de enfermagem responsável, com eficácia, eficiência e efetividade, orientada para o cuidado digno das pessoas. BUSCA DA EXCELÊNCIA PROFISSIONAL
“O objetivo da deontologia é a busca da excelência profissional”, continuou Velasco, que acrescentou que o novo Código ajuda os enfermeiros “durante sua prática profissional na hora de consultar qualquer tipo de dúvida que tenham em torno, por exemplo, da confidencialidade, do consentimento informado, do histórico clínico”.
Além disso, e após analisar nesta reunião elementos como os conflitos éticos na prática clínica e a importância da comunicação e dos consentimentos informados, a presidente da Comissão Deontológica Nacional do Conselho indicou que estão “aguardando que a Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) elabore seu relatório obrigatório, uma vez que é um dos novos requisitos estabelecidos para que entre em vigor”.
“Vivemos tempos de mudança e incerteza, em que os sistemas de saúde são obrigados a se transformar devido ao impacto do envelhecimento da população, das doenças crônicas, das desigualdades sociais, da pressão assistencial e da digitalização”, afirmou o presidente do Conselho Internacional de Enfermeiros (CIE), José Luis Cobos, que explicou que, por isso, “a enfermagem não pode permanecer em silêncio nem à espera”, mas sim “liderar”. Nesse sentido, Cobos destacou que o Código Ético da Enfermagem a nível internacional “é um marco indispensável” que “lembra o compromisso com a pessoa, com a sociedade, com a profissão”. Por sua vez, o código nacional “atualiza os princípios” que devem orientar a prática, concluiu.
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