MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
María Espinosa Bosch, membro do Serviço de Farmácia do Hospital Regional Universitário de Málaga, afirma que, atualmente, vivemos “uma revolução com medicamentos cada vez mais específicos para a situação particular de cada paciente, com dados de eficácia nunca antes vistos, o que é muito animador” na área de oncohematologia.
“Trata-se de medicamentos complexos, com processos de aquisição, preparação e administração extremamente complicados, especialmente no caso das terapias CAR-T”, afirmou ela por ocasião de sua participação na quarta edição do ‘Farmaimpulso Oncohematologia’, encontro organizado pela empresa farmacêutica Johnson & Johnson, que contou com a presença de mais de 150 especialistas.
Estes indicaram que a medicina de precisão está mudando o prognóstico de pacientes com cânceres do sangue, como o mieloma múltiplo, mas os tratamentos inovadores apresentam novos desafios para sua gestão por parte dos farmacêuticos hospitalares. Diante disso, “o primeiro desafio é a seleção do tratamento adequado para cada paciente, integrando biomarcadores, características clínicas, linhas de tratamento anteriores, fragilidade, comorbidades e preferências do paciente”, destacou Vicente Escudero Vilaplana, membro do Serviço de Farmácia do Hospital Geral Universitário Gregorio Marañón, de Madri.
“Devemos trabalhar em circuitos coordenados para identificar cada candidato a tratamentos como CAR-T ou anticorpos bispecíficos, monitorá-los de perto e gerenciar as possíveis toxicidades”, continuou ele a esse respeito, enquanto Espinosa Bosch se referiu aos “novos desafios” que esses medicamentos acarretam “no que diz respeito ao manejo dos efeitos colaterais”, que são “diferentes” das toxicidades tradicionais dos “citostáticos clássicos”.
IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTÍNUA
Esta última especialista garantiu que os profissionais encaram “com otimismo” a chegada dessas novas terapias, “que já estão mudando o prognóstico de muitos pacientes”. Para continuar nesse caminho, “é essencial contar com formação contínua, prática e multidisciplinar, bem como trabalhar em coordenação com os demais serviços e profissionais e dispor de dados da vida real, que nos ajudam a tomar decisões e a melhorar a segurança dos tratamentos”, afirmou Escudero Vilaplana.
Nesse sentido, os participantes deste evento lembraram que os pacientes frágeis e com comorbidades geralmente não são incluídos nos ensaios clínicos. Por isso, “enfrentamos uma maior incerteza ao aplicar os tratamentos”, declarou Espinosa Bosch, que defende a transparência “na hora de comunicar as expectativas” com as terapias “em pacientes idosos ou com expectativa de vida reduzida”.
Outra das participantes neste encontro da Johnson & Johnson foi a membro do Serviço de Farmácia do Hospital Arnau de Vilanova de Lleida, Irene Mangues Bafalluy, que seguiu a mesma linha ao defender uma comunicação clara para que o paciente “compreenda como e quando deve tomar a medicação, como conservá-la, como administrá-la, possíveis efeitos adversos e como preveni-los ou lidar com eles”.
“Também é inovação tudo o que tenha a ver com a melhoria da segurança, como a prevenção de erros, a padronização dos tratamentos, a rastreabilidade, uma boa coordenação entre os níveis de atendimento que evite erros e duplicações e a farmacovigilância”, afirmou ela a esse respeito.
Por fim, com o objetivo de processar grandes volumes de dados de forma rápida para apoiar o trabalho da Farmácia Hospitalar, foi abordado o papel da Inteligência Artificial (IA), enquanto se concluiu destacando o crescimento na atenção e acompanhamento ambulatoriais, apoiados por uma maior educação do paciente e uma melhor coordenação assistencial.
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