Publicado 29/09/2025 10:08

Nove Sociedades de Laboratórios Clínicos contra a criação da especialidade de Genética Laboratorial

Archivo - Arquivo - Exames de sangue, marcadores de tumor, mulher trabalhando em um laboratório
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / MANDICJOVAN - Arquivo

MADRID 29 set. (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Medicina Laboratorial (SEMEDLAB), juntamente com nove sociedades regionais, expressam sua oposição "firme e conjunta" à criação da especialidade de Genética Laboratorial, que "não garante que a capacidade do sistema de atender efetivamente às necessidades de saúde da população seja reforçada ou ampliada".

Assim, a Sociedade Balear de Laboratório Clínico, a Associação Canária de Laboratório Clínico (ACLAC), a Associação de Analistas Clínicos da Extremadura (ANCLEX), a Associação Valenciana de Especialistas em Laboratório Clínico (AVELAC), a Sociedade Castellanomanchega de Medicina Laboratorial (LABCAM), a Sociedade Asturiana de Bioquímica e Análises Clínicas - Medicina Laboratorial (SAByAC ML), a Sociedade Andaluza de Análises Clínicas - Medicina Laboratorial (SAByAC ML), a Sociedade Andaluza de Análises Clínicas (SAByAC ML), a Sociedade Espanhola de Genética Laboratorial (SAByAC ML) e a Sociedade Espanhola de Genética Laboratorial (SAByAC ML), A Sociedad Andaluza de Análisis Clínicos, Medicina del Laboratorio (SANAC), a Sociedad Castellanoleonesa de Análisis Clínicos (SCLAC) e a Sociedad de Medicina de Laboratorio de la región de Murcia (SOMELMUR) estão comprometidas com a criação de um Diploma de Credenciamento Avançado para essa área funcional, que consideram "uma alternativa viável".

A genética laboratorial faz parte da competência central do Laboratório Clínico e vem sendo desenvolvida há décadas com altos padrões de qualidade, responsabilidade e evidência científica. "Não se trata de uma disciplina externa ou adicional, mas de uma competência estrutural inerente que os especialistas exercem com solvência e rigor, respaldados por seu histórico e resultados clínicos comprovados", afirmam.

Os signatários consideram que qualquer revisão do mapa de especialidades de saúde deve se basear em uma análise "exaustiva e rigorosa" que avalie suas repercussões no Laboratório Clínico, garantindo assim a preservação da excelência em saúde. Nesse sentido, apelam à "serenidade, coesão e clareza" entre os profissionais, promovendo um diálogo construtivo assente na formação especializada em cuidados de saúde em genética diagnóstica, biologia molecular e medicina de precisão, pilares fundamentais para a qualidade dos cuidados e segurança dos doentes.

Consideram que cabe à Comissão Nacional da Especialidade atualizar os programas de treinamento e propor, quando necessário, medidas de reforço utilizando as ferramentas oficiais disponíveis, como a extensão do período de treinamento para 5 anos ou a criação de Áreas de Treinamento Específicas, de acordo com as disposições do Decreto Real 589/2022.

As sociedades científicas consideram que a proposta do Ministério "não responde a deficiências reais de treinamento ou tecnológicas, mas sim a um problema trabalhista gerado pela contratação de pessoal que não é da área de saúde sem o treinamento especializado em saúde necessário para o desempenho das funções de atendimento". De acordo com sua experiência, a solução não deve se concentrar na fragmentação das competências, mas no fortalecimento e na consolidação das estruturas de treinamento atualmente em vigor.

Além disso, eles alertam que essa proposta viola os princípios estabelecidos no Decreto Real 589/2022, um regulamento que orienta qualquer regulamento para a eficiência, coesão e qualidade do atendimento.

"A medida não apenas impede a gestão racional dos recursos públicos, mas também incentiva a fragmentação da formação profissional e da assistência médica, criando compartimentos estanques que comprometem a continuidade e a integração da assistência", afirmam.

No entanto, as organizações reiteram sua firme disposição de colaborar com a administração da saúde na elaboração de alternativas baseadas em eficiência, evidência científica e coerência estrutural. Elas estão confiantes de que o trabalho conjunto possibilitará adaptar "o treinamento oferecido às necessidades reais do sistema de saúde e do público, evitando a duplicação e a sobreposição contraproducente".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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