Publicado 04/05/2026 10:24

A Novartis, a ANCAP e a SOGUG lançam “Hasta la próstata”, uma campanha de conscientização sobre o câncer de próstata metastático

Archivo - Arquivo - Câncer de próstata
QUIRÓNSALUD - Arquivo

MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -

A empresa farmacêutica Novartis, a Associação Nacional de Câncer de Próstata (ANCAP) e o Grupo Espanhol de Oncologia Geniturinária (SOGUG) lançaram a campanha “Hasta la próstata”, uma iniciativa de conscientização que busca transmitir, “de forma direta e sem filtros”, a “realidade emocional, física e social” dos pacientes com câncer de próstata metastático.

“É fundamental transformar a assistência ao câncer de próstata”, afirmou a diretora de Comunicação e Relações com Pacientes da empresa na Espanha, Esther Espinosa, que acrescentou que “além dos dados clínicos”, é necessário “atender às necessidades emocionais, sociais e de assistência”. “Os pacientes devem se sentir acompanhados, compreendidos e informados para poderem tomar consciência do manejo de sua doença”, explicou.

Nesse sentido, esta iniciativa mostra como a doença impacta todas as esferas da vida, para isso, ela dá visibilidade a diversos aspectos de sua progressão, abordando realidades como dor, cansaço, depressão, impacto na vida sexual e o estigma que ainda a cerca. Além disso, pretende acompanhar os pacientes no seu dia a dia, oferecendo-lhes recursos e ferramentas que os ajudem a compreender melhor a sua situação, a sentirem-se mais preparados, a serem proativos nas decisões relacionadas com a sua saúde e a manterem conversas abertas.

Esta campanha “busca dar visibilidade à realidade completa dos pacientes, promovendo uma abordagem integral que vá além da doença física”, especificou Espinosa, enquanto a psico-oncologista da ANCAP, Irene Lorente, destacou que “o câncer de próstata, independentemente de seu estágio, representa uma ruptura com a realidade da pessoa e tem um profundo impacto social e emocional”, o que “gera um considerável mal-estar psicológico, marcado por preocupações como o medo da morte ou de uma recaída”.

“Além disso, o estigma, a vergonha e o medo do julgamento social podem diminuir as interações sociais e favorecer o isolamento”, continuou ela, acrescentando que “isso afeta a percepção sobre a capacidade de retornar ao trabalho, aumentando o risco de desemprego, o que, por sua vez, está associado a um menor bem-estar psicológico e a uma qualidade de vida reduzida”.

O TUMOR MAIS FREQUENTE ENTRE OS HOMENS ESPANHOLES

Tudo isso em relação a uma doença que é o tumor mais frequente entre os homens espanhóis e a segunda causa de morte por câncer entre eles, já que se estima que, em 2026, serão diagnosticados mais de 34.800 novos casos. Na sua forma mais agressiva, a metastática resistente à castração (CPRCm), a sobrevida em cinco anos situa-se em torno de 15%, pelo que é necessário “continuar avançando em uma abordagem integral que não apenas prolongue a sobrevida, mas também cuide da qualidade de vida e do bem-estar”, afirmou a Novartis.

Nesse contexto, a empresa informou que “Hasta la próstata” transforma os principais resultados da pesquisa “PROTAGONISTA” — projeto desenvolvido na Espanha entre 2023 e 2025 e que reúne a experiência de adultos com câncer de próstata metastático — em mensagens diretas e em primeira pessoa, dando voz às emoções e vivências dos pacientes.

Este trabalho revelou dados como o fato de que 63% dos pacientes afirmam que a doença limita significativamente sua vida cotidiana e que 90% a percebem como uma preocupação constante. Além disso, mais da metade já se sentiu deprimida e 27% foram diagnosticados com depressão, enquanto 45% afirmam não ter recebido o apoio psicológico necessário.

“Dar visibilidade a esses problemas é essencial para normalizar a situação, permitir que as pessoas peçam ajuda sem vergonha e fomentar redes de apoio, como as associações de pacientes”, enfatizou o vice-presidente da ANCAP, César Comuñas, que acredita que essa ação “será fundamental para trazer conhecimento, gerar confiança e maximizar os benefícios dos tratamentos inovadores”.

Em relação à importância de normalizar essa situação, a pesquisa mencionada revela que sete em cada dez pacientes indicam que a doença afetou todos os aspectos de sua vida sexual, embora esse tema continue sendo um tabu, com mais de 20% preferindo não falar sobre isso. Por esta e pelas razões anteriores, a campanha conta com um site que inclui um guia prático com ferramentas para iniciar conversas com os profissionais de saúde.

“Iniciativas como esta são fundamentais porque ajudam a dar visibilidade a uma realidade que muitas vezes permanece silenciada, aproximando a experiência dos pacientes da sociedade e, por outro lado, nos permite, aos profissionais de saúde, conhecer quais são as prioridades dos pacientes que convivem com essa doença”, destacou a presidente do Grupo Espanhol de Oncologia Geniturinária (SOGUG) e coordenadora da Unidade de Tumores Geniturinários do Serviço de Oncologia Médica do Hospital Universitário Puerta de Hierro de Majadahonda, em Madri, a doutora Aránzazu González del Alba.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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