MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe de pesquisadores do Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa (CSIC-UAM), da Universidade Autônoma de Madri e do Instituto Ramón y Cajal de Pesquisa em Saúde descobriu uma nova estratégia para lidar com o carcinoma de células escamosas da pele que aumenta a eficácia de um tratamento não invasivo, como a terapia fotodinâmica.
Esse procedimento envolve a aplicação de uma substância que torna as células tumorais sensíveis e, em seguida, elas são expostas à luz de um comprimento de onda específico, fazendo com que as células tumorais reajam, preservando a aparência estética da pele melhor do que com a cirurgia, embora ainda apresente desafios, como o desenvolvimento de resistência ao tratamento pelas células cancerosas.
O estudo, publicado no International Journal of Biological Sciences, mostrou que a combinação da terapia fotodinâmica com os medicamentos N-acetilcisteína, usado para facilitar a remoção de muco em doenças respiratórias e outras aplicações clínicas, ou com raloxifeno, usado para prevenir a osteoporose e certos tipos de câncer de mama, favorece uma melhor resposta à terapia.
Essa estratégia ajuda a interromper a produção da molécula TGF-beta1, que foi identificada como uma das principais causas da resistência do tumor ao tratamento, pois causa um estado de "hibernação" conhecido como quiescência, no qual as células tumorais param temporariamente de se dividir, tornando-as mais resistentes à terapia fotodinâmica, que atua nas células ativas e em crescimento.
"Neste estudo, revelamos o potencial da N-acetilcisteína e do raloxifeno como tratamento de apoio para melhorar a terapia fotodinâmica do carcinoma escamoso da pele", diz a líder do estudo e pesquisadora do Centro de Biologia Molecular e professora da Universidade Autônoma de Madri, Elisa Carrasco.
Ela explicou ainda que ambos os medicamentos reduzem os níveis de TGF-beta1 em modelos celulares e animais porque agem sobre a proteína endoglina, que atua precisamente sobre os fibroblastos associados ao câncer, revertendo a "hibernação" e, portanto, a resistência do tumor ao tratamento, melhorando assim sua eficácia.
Carrasco também destacou que a presença de TGF-beta1 no ambiente tumoral poderia servir como um marcador para antecipar a resposta ao tratamento, o que aproxima a possibilidade de aplicar estratégias personalizadas em pacientes com esse tipo de câncer.
Os cientistas observaram que essa descoberta reforça a ideia de que a adaptação da terapia às características biológicas de cada tumor pode melhorar sua eficácia, além de abrir novas possibilidades para tratamentos mais personalizados no caso do carcinoma espinocelular cutâneo.
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