Publicado 20/06/2025 08:21

Nova campanha alerta sobre o risco de lesão na medula espinhal por mergulho imprudente

Archivo - Arquivo - A campanha 'Heads up, no heads up' (Atenção, sem atenção) pede que os nadadores tenham cuidado com as lesões na coluna vertebral causadas por mergulhos ruins
HOSPITAL NACIONAL DE PARAPLÉJICOS - Arquivo

MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -

Várias organizações lançaram uma nova campanha para alertar o público sobre o risco de lesões na medula espinhal causadas por mergulhos imprudentes neste verão, e pediram aos banhistas que sejam cautelosos para evitar esse tipo de consequência evitável.

Dessa forma, o Serviço de Saúde de Castilla-La Mancha, juntamente com a Sociedade Espanhola de Reabilitação e Medicina Física (SERMEF), a Federação Nacional ASPAYM (Federação das Associações de Lesionados Medulares e Deficientes Físicos Graves), a Cruz Vermelha Espanhola e a Real Federação Espanhola de Resgate e Salvamento relançaram essa campanha sob o slogan "Com a cabeça sim, com a cabeça não".

As organizações alertam que as lesões na medula espinhal causadas pelo mergulho são acidentes graves, mas podem ser evitadas. "Com informação e cautela, é possível aproveitar a água sem riscos, como nos lembram as organizações envolvidas", afirmam.

Eles também alertam que mergulhar de cabeça em locais rasos ou desconhecidos é uma das principais causas desse tipo de lesão, especialmente no verão. "Um salto ruim pode fazer com que a cabeça atinja o fundo com força, danificando as vértebras do pescoço e a medula espinhal. Isso pode levar à paralisia, perda de sensibilidade ou movimento e necessidade de assistência por toda a vida", afirmam as organizações.

De acordo com os dados fornecidos no último relatório de admissão do Hospital Nacional de Parapléjicos, no ano passado três pessoas sofreram lesões graves por mergulho, todos homens, com idades entre 25, 46 e 55 anos, de Alicante, Valladolid e Madri.

Todas as lesões ocorreram no nível cervical, incluindo duas quadriplegias completas. "Estamos falando de lesões que mudam a vida de jovens, com sequelas funcionais muito graves, e o mais doloroso é que muitas delas poderiam ter sido evitadas. É por isso que devemos agir antes que isso aconteça: a prevenção salva vidas, e a melhor lesão na medula espinhal é aquela que nunca acontece", diz a diretora do Hospital Nacional de Parapléjicos, Mónica Alcobendas.

Da Federação Nacional ASPAYM, sua presidente Mayte Gallego destaca que "os dados deste ano mostram a importância dessas campanhas de prevenção e conscientização". Além do perfil das pessoas envolvidas em acidentes, a presidente reitera a importância de "não ter excesso de confiança ao mergulhar, especialmente quando não se conhece o fundo, e ser prudente *sempre pulando com as mãos na frente".

Por sua vez, a presidente da Sociedade Espanhola de Reabilitação e Medicina Física (SERMEF), Helena Bascuñana, enfatiza que "as lesões na coluna vertebral causadas pelo mergulho representam uma causa significativa de incapacidades permanentes que poderiam ser evitadas. Elas ocorrem quando há danos à medula espinhal, o que pode resultar em perda de mobilidade e função em partes do corpo controladas pela medula afetada".

"A diversão na água não deve nos fazer baixar a guarda", alerta o presidente da Real Federação Espanhola de Salvamento e Resgate (RFESS), Samuel Gómez. Praias, piscinas, rios e qualquer espaço aquático são locais de diversão, mas também "de risco se não agirmos com responsabilidade", ele nos lembra.

A RFESS nos lembra da importância de respeitar as regras de segurança, sempre seguindo as instruções de prevenção dos salva-vidas e evitando comportamentos imprudentes, como mergulhar de áreas rochosas ou penhascos. "Vamos nos divertir, mas vamos fazer isso com a cabeça no lugar", conclui Gómez.

Por sua vez, Juan Jesús Hernández, médico do Departamento de Saúde da Cruz Vermelha Espanhola, enfatiza que, mais uma vez, é importante pensar antes de fazer algo que pode ser perigoso. Uma decisão impulsiva pode causar ferimentos muito graves. "Como dizemos na Cruz Vermelha, 'Ame-se muito'. Colocar esse lema em prática implica ser prudente e ter em mente que as consequências podem afetar a pessoa e seu ambiente próximo por toda a vida", diz Hernández.

Ele também nos lembra que a prevenção começa em casa e que não devemos nos esquecer de educar as crianças, que, devido à idade, não estão cientes dos perigos. "É preciso aproveitar o verão, mas com a cabeça no lugar, pois a diversão não é incompatível com a prevenção", conclui.

PREVENÇÃO E PRECAUÇÃO: DIRETRIZES A SEREM SEGUIDAS

Por todos esses motivos, os especialistas aconselham conhecer a profundidade da água e dizem que nunca se deve mergulhar em águas cuja profundidade não se conhece. Eles também recomendam entrar na água com os pés, o que permitirá que você avalie a profundidade e a presença de objetos submersos.

As crianças e os adolescentes devem ser sempre supervisionados por um adulto responsável quando estiverem praticando atividades aquáticas. O consumo de álcool também deve ser evitado, pois reduz o discernimento e aumenta o risco de tomar decisões perigosas.

Por fim, em piscinas e áreas aquáticas públicas, os especialistas aconselham garantir que haja uma sinalização clara sobre as áreas seguras para mergulho e educar todos os participantes sobre os riscos.

No caso de uma lesão por mergulho, os especialistas ressaltam que é fundamental agir rapidamente e não mover a pessoa lesionada, pois a mobilização incorreta pode agravar a lesão. Portanto, a pessoa deve ser mantida imóvel e na posição em que foi encontrada. Ligue para os serviços de emergência e procure ajuda médica imediatamente, além de manter a calma e proteger a pessoa lesionada até a chegada da assistência profissional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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