Publicado 20/08/2025 12:03

A normalização da dor menstrual pode levar a um diagnóstico tardio da endometriose.

Endometriose.
QUIRÓNSALUD

MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -

Um dos principais problemas da endometriose é o atraso em seu diagnóstico, pois tradicionalmente se supõe que a dor menstrual é normal, o que leva muitas mulheres a se consultarem tardiamente ou a não serem encaminhadas corretamente, diz a especialista em Ginecologia do Hospital Quirónsalud Bizkaia, Dra. Anita Scrivo.

Especificamente, a especialista afirma que "pode levar anos para obter um diagnóstico". No entanto, a rapidez é importante, pois "quanto mais cedo for diagnosticada, mais cedo será possível intervir para controlar a evolução da doença e aliviar seus efeitos".

O ginecologista explica que a endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, que pode causar inflamação, dor crônica e até afetar órgãos adjacentes. Esse tecido pode estar localizado em diferentes áreas da pelve, como os ovários, o peritônio ou o intestino, mas também pode aparecer em locais menos frequentes, como a bexiga, o diafragma ou até mesmo os pulmões. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ele afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo.

Com relação ao tratamento, o médico ressalta que "a abordagem deve ser sempre individualizada. Há tratamentos hormonais - especialmente progestagênios -, analgésicos e, em casos selecionados, uma abordagem cirúrgica". Ela também ressalta que essas intervenções devem ser realizadas em centros especializados, uma vez que se trata de uma cirurgia complexa que pode exigir a colaboração de vários especialistas.

Ele também enfatiza a importância de hábitos saudáveis. "Uma dieta baseada em produtos naturais e anti-inflamatórios, juntamente com a redução do estresse e exercícios adaptados, pode ajudar a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes", conclui.

Para saber mais sobre essa doença, a Dra. Scrivo lançou o podcast 'Endometriose, a doença silenciada', no qual ela fala sobre os sintomas mais comuns (dor menstrual, dor pélvica crônica, fadiga ou infertilidade); a importância do diagnóstico precoce para melhorar a qualidade de vida; opções de tratamento (analgésicos, terapia hormonal e cirurgia em casos selecionados); o impacto positivo do estilo de vida (dieta anti-inflamatória, exercícios e redução do estresse); a necessidade de uma abordagem médica individualizada e apoio profissional; e explica por que ela é chamada de "doença silenciosa".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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