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MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Neurologia Pediátrica (SENEP) pediu a implementação de mais recursos para a estimulação precoce de crianças com síndrome de Down, terapias que podem "fazer a diferença" no desenvolvimento dessas crianças e cujo acesso é atualmente "desigual", dependendo da comunidade autônoma em que vivem.
Por ocasião do Dia Mundial da Síndrome de Down, que é comemorado nesta sexta-feira, a neuropediatra e membro do SENEP Teresa Bermejo detalhou que o início precoce dos cuidados, as habilidades psicomotoras, a fonoaudiologia e a fisioterapia ajudam o desenvolvimento dessas crianças a ser "o melhor possível".
Além de solicitar esse tipo de recurso, a sociedade científica enfatizou a importância da colaboração entre pediatras e neuropediatras para detectar possíveis problemas associados e estabelecer planos de atendimento personalizados desde os primeiros meses de vida.
"Durante o crescimento dessas crianças, deve haver um acompanhamento próximo do pediatra e do neuropediatra para detectar os problemas mais frequentes que elas costumam apresentar. Há um protocolo de ação nacional que explica quais testes e exames devem ser realizados de acordo com a idade. As condições mais comuns que precisam ser monitoradas são as cardiológicas, auditivas, oftalmológicas e de tireoide", explicou o porta-voz do SENEP para esse dia.
O trabalho do pediatra e do neuropediatra também deve incluir o acompanhamento das famílias e o esclarecimento de dúvidas, pois, como comentou o especialista, quando uma criança nasce com trissomia do cromossomo 21, essa notícia é vivenciada pelos pais com o medo de não saber o que vai acontecer, com insegurança. "É a família que deve ser apoiada para garantir o desenvolvimento e a integração social mais favoráveis possíveis", enfatizou.
ELES SÃO PESSOAS COM CAPACIDADE E DIREITOS
Da mesma forma, os neurologistas pediátricos enfatizaram a ideia de que as pessoas com síndrome de Down não devem ser definidas por suas limitações, mas por suas capacidades e seus direitos. Como o Dr. Bermejo destacou, os avanços na medicina e a maior aceitação social de pessoas não neurotípicas ajudam essas pessoas a serem "cada vez mais integradas".
Assim, o neuropediatra destacou que, à medida que uma pessoa com síndrome de Down cresce, ela deve ser direcionada para uma ocupação em que possa desenvolver seu potencial ao máximo, com o objetivo de tornar sua vida o mais independente possível e permitir que ela aproveite seu tempo de lazer, como qualquer outra pessoa.
"É muito importante reconhecer o enorme esforço feito pelas pessoas com síndrome de Down para encontrar um lugar nesta sociedade e continuar a transmitir sua felicidade a todos nós", concluiu o Dr. Bermejo.
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