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MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
Especialistas em neurologia compartilharam a necessidade de progredir nos critérios de diagnóstico da esclerose múltipla (EM), que eles descreveram como o "principal desafio" de 2025, e de publicar uma revisão atualizada da doença durante o ano, para que as ações possam ser tomadas com maior precisão.
"Os novos critérios permitirão que o diagnóstico da esclerose múltipla seja feito mais cedo e com maior certeza, o que é um aspecto essencial para agir de forma eficaz na progressão da doença", detalhou o chefe da seção de Neurologia do Hospital la Arrixaca e coordenador do CSUR de Esclerose Múltipla e da Unidade de Neuroimunologia Clínica, José Meca Lallana, na conferência 'Conexão Nacional MS', organizada pela Biogen.
Na Espanha, estima-se que 55.000 pessoas vivam com esclerose múltipla, uma doença com uma ampla gama de sintomas. Ela é geralmente diagnosticada entre os 20 e 40 anos de idade, razão pela qual a personalização da medicina é ainda mais necessária para atender às necessidades dos pacientes.
Durante a reunião, foi destacada a importância de identificar pacientes com EM altamente ativa, o que deve ser o "principal desafio" do especialista desde o momento do diagnóstico, de acordo com Meca.
Esse tipo de paciente requer uma abordagem mais individualizada e eficaz, pois apresenta um risco maior de progressão da doença devido aos processos inflamatórios graves que afetam o sistema nervoso central. Nesse sentido, foi abordada a necessidade de aplicar e padronizar essas abordagens no ambiente clínico, garantindo sua correta implementação.
DIAGNÓSTICO DE PACIENTES ALTAMENTE ATIVOS
Para identificar pacientes de alta atividade, Meca destacou que, atualmente, existem ferramentas e critérios como avaliação clínica, exames radiológicos e testes de biomarcadores. Nesse ponto, ele destacou o papel da medição da cadeia leve do neurofilamento sérico (NfL), que permite avaliar a gravidade da EM.
De acordo com o chefe da seção de Neurologia do Hospital la Arrixaca, se houver um diagnóstico de alta atividade, é "essencial" adaptar-se às necessidades do paciente, estabelecendo um plano de monitoramento e "evitando cair" na inércia terapêutica.
O evento também serviu para enfatizar a segurança do paciente, com ênfase especial em como identificar e mitigar possíveis riscos associados ao gerenciamento e à abordagem da doença. Além disso, foi abordado o papel central do paciente no tratamento da esclerose múltipla, destacando como os avanços no tratamento da doença estão contribuindo significativamente para melhorar a qualidade de vida do paciente.
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