Publicado 26/01/2026 10:58

Neurologista recomenda consultar um profissional diante de sintomas de deterioração cognitiva para um diagnóstico precoce

Archivo - Arquivo - Ressonância magnética do cérebro.
ISTOCK - Arquivo

MADRID 26 jan. (EUROPA PRESS) - A neurologista Lucía Vidorreta Ballesteros, especialista do Hospital Quirónsalud San José, recomenda consultar um profissional de saúde caso se apresentem sinais como esquecer informações recentes importantes ou repetir constantemente as mesmas perguntas, pois podem ser sintomas de deterioração cognitiva ou demência, e um diagnóstico precoce contribui para um tratamento precoce.

“É preciso ter em conta que envelhecer não é sinónimo de perda de memória e que pequenos esquecimentos e uma certa lentidão podem ser normais, mas o importante é o impacto na vida diária”, explicou para enfatizar a necessidade de diferenciar entre o envelhecimento neurológico “normal”, que pode incluir lentidão no processamento de informações ou pequenas falhas de memória, e o declínio cognitivo ou demência.

Vidorreta detalhou que, no envelhecimento não patológico, ocorrem mudanças estruturais progressivas no cérebro, como uma redução gradual do volume total do cérebro (córtex pré-frontal, lóbulos temporais e, em menor grau, parietais), afinamento do córtex cerebral e ligeira diminuição do volume do hipocampo, o que pode afetar a velocidade de consolidação da memória.

Quanto ao motivo pelo qual muitas pessoas com estilos de vida ativos envelhecem bem cognitivamente, a neurologista apontou que a chave está na reserva cognitiva, que é a capacidade de adaptação do cérebro, podendo se reorganizar, criar novas conexões e compensar mudanças estruturais, mesmo em idades avançadas.

Em relação às mudanças que não fazem parte do envelhecimento saudável e requerem avaliação médica, ela apontou, além de esquecimentos importantes e repetição de perguntas, a dificuldade em se orientar em locais conhecidos, problemas para realizar tarefas habituais e mudanças significativas de personalidade ou comportamento.

“Compreender o cérebro reduz o medo e ajuda a cuidar melhor dele, pelo que uma atenção precoce por parte do neurologista contribui para um funcionamento ótimo do sistema nervoso”, concluiu a médica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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