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MADRID 14 out. (EUROPA PRESS) -
A coordenadora da Unidade de Enxaqueca do Hospital Quirónsalud San José, Dra. Lucía Vidorreta Ballesteros, afirmou que as dores de cabeça ligadas ao uso excessivo de telas podem ser evitadas, embora esses dispositivos eletrônicos tenham se tornado um fator "cada vez mais reconhecido" no aparecimento ou agravamento de diferentes tipos de dor de cabeça.
O tempo diário passado em frente a dispositivos eletrônicos aumentou na última década, um hábito que implica um esforço visual "sustentado", com redução do piscar, olhos secos e tensão nos músculos perioculares; o pescoço e os ombros são mantidos em uma postura que favorece a contração muscular e a isquemia local; e os ritmos circadianos são afetados pela luz azul emitida por esses dispositivos, o que contribui para o aparecimento de crises de enxaqueca.
Vidorreta explicou que a identificação dos fatores que desencadeiam as dores de cabeça e a adoção de hábitos preventivos podem reduzir "significativamente" seu impacto na qualidade de vida.
Esses hábitos incluem cuidar da postura, colocar a tela na altura dos olhos e apoiar as costas em um encosto.
Da mesma forma, ele recomendou evitar o brilho excessivo e favorecer a luz ambiente quente, além de piscar mais, manter-se hidratado durante o dia e fazer pausas visuais "reais", que envolvem levantar-se e esticar o pescoço. Além disso, você pode seguir a regra 20-20, que consiste em olhar para algo a seis metros de distância por 20 segundos a cada 20 minutos.
O especialista também recomendou reduzir a exposição noturna a telas e evitar o uso de dispositivos pelo menos uma hora antes de dormir, promovendo assim uma higiene do sono "adequada". Para pacientes com enxaqueca ou predispostos a ela, é aconselhável estabelecer limites diários de exposição digital.
"Em qualquer caso, quando a dor de cabeça se torna frequente ou incapacitante, recomenda-se uma avaliação neurológica para descartar causas secundárias e elaborar um plano de tratamento individualizado", acrescentou o especialista.
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