MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Serviço de Neurologia do Hospital Quirónsalud Bizkaia, o Dr. Alejandro Durán, destacou que “a neurorreabilitação permite, em momentos específicos da doença de Parkinson, melhorar as limitações motoras, de coordenação ou a dor, o que se traduz em meses ou anos de vida com maior qualidade”.
“A doença de Parkinson é uma doença cujos sintomas se desenvolvem de forma progressiva, gerando uma deficiência que avança lentamente”, explicou, acrescentando que “ela se manifesta com lentidão motora, tremores, alterações na marcha e rigidez, o que acaba afetando atividades básicas e instrumentais da vida cotidiana”.
Entre essas atividades, e por ocasião da comemoração, neste sábado, 11 de abril, do Dia Mundial dessa patologia que, segundo a Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN), afeta 160.000 pessoas na Espanha, destacou “desde a falta de coordenação motora até quedas ou dor articular, podendo levar a situações de dependência”.
Por tudo isso, e devido ao envelhecimento progressivo da população, sendo a idade um dos principais fatores de risco, esta doença tornou-se um dos maiores desafios de saúde da atualidade. De fato, estima-se que o número de pessoas afetadas possa triplicar nos próximos 25 anos, enquanto, atualmente, já se trata do distúrbio do movimento mais prevalente e da segunda doença neurodegenerativa mais frequente no mundo, ficando atrás apenas da doença de Alzheimer.
Especificamente, o Parkinson é caracterizado pela diminuição da dopamina, um neurotransmissor fundamental no controle do movimento e do equilíbrio; por isso, entre seus sintomas mais comuns estão o tremor, a rigidez muscular, a lentidão nos movimentos (bradicinesia) e a instabilidade postural.
ABORDAGEM POR MEIO DA ROBÓTICA
Diante de tudo isso, a abordagem por meio da robótica abre novas oportunidades para melhorar a qualidade de vida dos pacientes que sofrem diariamente com suas consequências. “Quando uma pessoa chega à Unidade de Neurorreabilitação Robótica, a primeira coisa que fazemos é conhecê-la em profundidade, e também é muito importante conhecer seu ambiente para nos adaptarmos à realidade”, destacou a fisioterapeuta e responsável por este departamento do Hospital Quirónsalud Bizkaia, Sara García Delgado.
“Realizamos uma avaliação exaustiva para determinar em que fase o paciente se encontra e poder elaborar um tratamento individualizado, adaptado à sua evolução”, continuou ela, acrescentando que “é uma corrida de longa distância e o tratamento deve evoluir junto com o paciente”.
Por sua vez, Durán declarou que “hoje em dia existem tratamentos farmacológicos que aumentam a expectativa e a qualidade de vida dos pacientes com Parkinson”. Assim, entre as ferramentas mais utilizadas na neurorreabilitação robótica destacam-se os exoesqueletos para a melhoria da marcha, bem como plataformas de treinamento do equilíbrio e da coordenação.
“Um dos nossos principais objetivos é retardar a evolução dos sintomas, especialmente aqueles relacionados à marcha e às quedas”, explicou García Delgado, que acrescentou que, se conseguirmos que uma pessoa “tenha menos risco de cair ou que consiga se levantar sozinha”, estamos “falando de autonomia”.
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