MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
O diretor do Instituto Clavel, Pablo Clavel, advertiu que o fumo é um "fator de risco evidente" para que a dor lombar se torne incapacitante em pessoas que sofrem desse tipo de dor.
Foi o que ele disse no contexto do Dia Mundial Sem Tabaco, que será comemorado em 31 de maio. Sobre esse ponto, o especialista definiu a dor lombar como a dor que vem da área lombar da coluna, entre as costelas e as nádegas.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa doença afeta 80% da população global pelo menos uma vez na vida. Ela ocorre principalmente em pacientes entre 35 e 65 anos de idade, independentemente do gênero. A dor lombar pode se desenvolver por diferentes motivos, mas há vários estudos que apontam para uma ligação entre o fumo e a dor lombar.
O Instituto também aponta que o tabagismo, por exemplo, foi significativamente associado ao desenvolvimento de artropatia facetária lombar e à piora da matriz óssea vertebral. "Há também uma chance 1,8% maior de os fumantes desenvolverem essa patologia", acrescenta.
De acordo com o diretor do Instituto Clavel, Pablo Clavel, "essas dores lombares incapacitantes causadas pelo fumo não aparecem apenas em fumantes, mas também afetam os fumantes passivos, ou seja, aqueles que vivem em um ambiente cercado pelo tabaco".
A nicotina e a fumaça liberam monóxido de carbono, causando alterações prejudiciais no sistema nervoso e afetando as estruturas básicas da coluna vertebral. De fato, o tabagismo não só aumenta o risco de sofrer com essas dores incapacitantes nas costas, mas também as torna muito mais intensas, ressalta o especialista.
"Os fumantes, em geral, não associam o fumo ao risco de doença degenerativa da coluna, quando o fumo aumenta em seis vezes a necessidade de cirurgia lombar. Além disso, o fumo impede a correta cicatrização dos tecidos caso o paciente tenha que se submeter a uma cirurgia", concluiu.
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