Publicado 17/07/2026 07:40

A Netflix defende o uso da IA em 300 de seus títulos: “teriam que abrir mão de planos e sequências essenciais”

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 17 de dezembro de 2016, Berlim: FOTO DE ARQUIVO - O logotipo do serviço de streaming de vídeo Netflix é visto na tela de um laptop. Foto: Alexander Heinl/dpa
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MADRID, 17 jul. (Portaltic/EP) -

O uso da inteligência artificial (IA) generativa está cada vez mais difundido na Netflix, tanto na plataforma para impulsionar a descoberta de novos programas quanto na produção de novos conteúdos, onde já foi empregada em pelo menos 300 títulos próprios, o que permitiu manter “cenas e sequências-chave”.

A empresa de tecnologia utiliza os grandes modelos de linguagem (LLM) para compreender melhor as preferências dos usuários e criar experiências “mais personalizadas, imersivas e interativas”, que facilitem a descoberta de conteúdo.

A busca por conteúdos também se tornou mais avançada com o recurso de voz e a capacidade de utilizar a linguagem natural, conforme exposto pela empresa por ocasião da divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026.

O uso da IA generativa também foi impulsionado em todo o ciclo de vida da produção, o que inclui não apenas o conceito e a pré-visualização, mas também as fases de pós-produção e a entrega final. “Estamos gerando resultados de maior qualidade, de forma mais rápida e eficiente do que teríamos conseguido com os métodos tradicionais”, comentou o presidente e diretor da Netflix, Theodore A. Sarandos, durante a teleconferência com investidores.

Nesse contexto, Sarandos destacou a contribuição da InterPositive, empresa de inteligência artificial fundada pelo ator Ben Affleck, que a Netflix adquiriu em março para acelerar os processos de pós-produção, complementando o estúdio de efeitos visuais e produção virtual Eyeline e o laboratório de animação.

A empresa estima em “cerca de 300” o número de produções próprias nas quais empregou a tecnologia de IA generativa, principalmente na fase de pós-produção, e cita como exemplos desse trabalho “Glory”, “Brasil 70: A Saga do Tri” e “The American Experiment”.

A esse respeito, o executivo defendeu que “em alguns casos, se não tivéssemos contado com a tecnologia de IA generativa, as produções teriam que abrir mão de tomadas e sequências-chave”, seja por questões de orçamento, seja por prazos de entrega.

Além disso, Sarandos vê essa tecnologia como um complemento à criatividade dos artistas. “Os filmes são realizados por pessoas que fazem cinema; a IA lhes proporciona melhores ferramentas para torná-los ainda melhores”, afirmou.

A automação oferecida pela IA generativa também se estendeu ao setor publicitário, para desenvolver experiências premium que permitam alcançar “públicos altamente engajados e atentos”. Essas ferramentas também têm sido utilizadas em todo o ciclo de criação publicitária e permitiram automatizar as relações entre os anunciantes e a empresa por meio de soluções como o acesso programático a anúncios em pausa e ao inventário em tempo real.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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