Publicado 12/02/2025 14:08

Nesta quinta-feira, os médicos faro uma manifestao em frente ao Ministério da Saúde para rejeitar o Estatuto da Saúde.

Imagem da manifestao da última segunda-feira em frente ao Congresso dos Deputados.
AMYTS

MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) -

Sindicatos de médicos de todo o país se reuniro nesta quinta-feira, s 12 horas, em frente ao Ministério da Saúde, para mostrar seu desacordo com o projeto do Estatuto Marco para o pessoal da saúde proposto pelo departamento chefiado por Mónica García e para exigir um texto específico para a profisso.

Na última segunda-feira, os sindicatos já se mobilizaram em vários locais da Espanha para protestar contra o projeto do Estatuto da Estrutura. Nesta quinta-feira, eles faro o mesmo em frente ao Ministério, onde delegados sindicais, representantes das associaes médicas e organizaes representativas e profissionais criticaro mais uma vez o projeto preparado pelo Ministério da Saúde.

Nas últimas semanas, os sindicatos reiteraram a necessidade de um Estatuto de Enquadramento específico para os médicos que leve em conta as condies especiais de treinamento e responsabilidade da equipe médica em seu trabalho.

Entre as inúmeras reivindicaes dos médicos esto uma nova reclassificao profissional de acordo com sua formao e com vínculos salariais; melhorias no sistema de aposentadoria; proteo contra incompatibilidades; reduo da jornada de trabalho; medidas para proteger a saúde ocupacional dos médicos; garantia de conciliao entre trabalho e vida pessoal; garantia de que os salários permitam o trabalho exclusivo no NHS para evitar a fuga de pessoal para o setor privado; reduo do número de horas de planto, sem reduo de salário ou igualdade salarial em todas as comunidades autnomas, entre outras.

A manifestao contará com a presena da Confederao Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM), do Sindicato Médico da Andaluzia (SMA), do Metges de Catalunya (MC), da Associao de Médicos e Graduados de Madri (AMYTS), do Sindicato Médico Basco (SME), do Sindicato dos Empregados Médicos das Ilhas Canárias (SEMCA) e do Sindicato Médico de Navarra (SMN), Facultativos de Galicia Independientes (OMEGA), a Asociación Avanza Médica (AM), a Asociación MIR España (AME), a Plataforma Médicos No Fijos (PMNF), Médicos Unidos por sus Derechos (MUD), o Sindicato de Médicas y Médicos de Atención Primaria (SMP) e o Sindicato de Médicos y Facultativos de Madrid (SIME)/CSIT Unión Profesional.

SAÚDE REJEITA SEU PRÓPRIO ESTATUTO

Por sua vez, o Ministério da Saúde no acredita que seja necessário ter um estatuto próprio para os médicos, pois considera que "a maneira mais adequada de manter a coeso do sistema é um estatuto comum a todos os profissionais do NHS", embora o departamento chefiado por García ressalte que estudará qualquer proposta que chegue pelos canais legislativos apropriados.

Além disso, o Departamento de Saúde nega que o novo texto inclua que os profissionais que terminarem seu período de residncia sejam obrigados a trabalhar no sistema público de saúde por cinco anos. "Foi incluída uma opo para que as comunidades autnomas possam decidir se aplicam a dedicao exclusiva por 5 anos. Nesse caso, se o profissional decidir trabalhar no setor público, ele terá dedicao exclusiva e no poderá trabalhar no setor privado ao mesmo tempo", explicou o Ministério da Saúde.

Por outro lado, o Ministério defende a incompatibilidade de chefes de servios e sees poderem trabalhar na saúde privada. "No mbito de um desempenho ético das funes de direo e gesto, considera-se que o profissional que desempenha essas funes deve ter exclusividade. Para compensar esta dedicao integral, foi criado o complemento de dedicao exclusiva", refere o Ministério.

OS SINDICATOS CANCELAM A REUNIO COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE

O texto está sendo negociado entre o Ministério da Saúde, as comunidades autnomas e os sindicatos médicos. Nesta quinta-feira, uma nova reunio foi agendada entre o Ministério da Saúde e os sindicatos para continuar a concordar com o Estatuto de Enquadramento, no entanto, as organizaes sindicais FSES, CCOO, UGT Servios Públicos, CSIF e CIG Saúde adiaram a reunio até que seja realizada uma reunio com a presena de García.

"Apelamos para redirecionar essa situao na reunio que teremos com o ministro para o bem de todo o pessoal do Sistema Nacional de Saúde e redirecionar a situao para chegar a acordos que satisfaam todas as partes", disse o chefe da CSIF Health, Fernando Hontangas.

Em uma carta, as organizaes, "com a perspectiva de realizar uma negociao frutífera", exigiram uma reunio urgente para estabelecer e esclarecer os termos em que a negociao do Estatuto de Enquadramento deve ser realizada.

A FSES, a CCOO, a UGT Servios Públicos, a CSIF e a CIG Saúde salientam que esta exigncia é plenamente justificada "pela situao que foi criada pelo próprio Ministério da Saúde relativamente ao processo de negociao coletiva regulamentar, juntamente com a exposio mediática criada e mantida ao longo do tempo e a distoro da informao que foi gerada".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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