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Em 29 de outubro, uma conferência abordará como a tecnologia afeta o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
MADRID, 17 out. (EUROPA PRESS) -
Profissionais de Psicologia Forense e Neuropsicologia Clínica uniram forças na Associação Espanhola de Neuropsicologia Forense (ANFO) com o objetivo de oferecer uma abordagem interdisciplinar aos desafios e às necessidades desse campo, promovendo a qualidade, a ética e a pesquisa rigorosa em contextos legais.
Formada por um grupo de profissionais da área de neuropsicologia clínica e psicologia forense, a ANFO busca ser "uma referência" para a Neuropsicologia Forense, promovendo o desenvolvimento profissional de seus membros por meio de treinamento contínuo, pesquisa colaborativa e relações institucionais com outras entidades acadêmicas e profissionais.
A diretoria da ANFO é formada por profissionais de destaque no campo da neuropsicologia forense. O presidente é Coral Ariño e sua vice-presidente, Amaia Nagore Casas; Lourdes de Benito é a secretária e Nerea González, a tesoureira. Víctor Dujo, Gema Climent, David González, Daniel Sánchez, Víctor Fornís e Emma Rodríguez-Noriega completam a diretoria como membros.
IMPORTÂNCIA CRESCENTE EM PROCESSOS JUDICIAIS
Ariño explicou que a neuropsicologia forense é "uma disciplina especializada dentro do campo da neuropsicologia, responsável por avaliar cientificamente a relação entre a função cerebral e o comportamento humano em contextos legais".
"A neuropsicologia forense combina o conhecimento da neuropsicologia clínica com a metodologia e o rigor da prática pericial e seu principal objetivo é realizar avaliações neuropsicológicas que tenham validade legal e possam ser apresentadas como prova em um julgamento ou processo judicial", explicou o presidente.
Essas avaliações analisam funções como memória, atenção, linguagem, controle de impulsos e julgamento, todas elas diretamente relacionadas ao funcionamento do cérebro. No contexto forense, esses dados permitem determinar se uma pessoa é competente para testemunhar, se ela apresenta alterações que afetam sua responsabilidade criminal ou se há danos cerebrais resultantes de um acidente.
Sua relevância cresceu notavelmente nos últimos anos, disse Ariño, que a enquadrou no contexto de que "os processos judiciais exigem cada vez mais testes técnicos que credenciam o estado cognitivo, emocional e comportamental de uma pessoa".
BENEFÍCIOS DA ORGANIZAÇÃO
Ariño enquadra a necessidade de promover essa organização no desejo de fomentar o desenvolvimento científico e a qualidade, de modo a promover a pesquisa rigorosa, o intercâmbio de conhecimento e a atualização contínua da disciplina.
No caso da neuropsicologia forense, isso permitiria estabelecer padrões científicos sólidos na avaliação e aplicação de conceitos neuropsicológicos em contextos legais, destacou o presidente.
Outra das razões para a criação da ANFO é a possibilidade de unificar critérios e boas práticas. A esse respeito, Ariño destacou que, em um campo tão sensível como o jurídico, é "essencial que os profissionais trabalhem sob princípios éticos, metodologias validadas e protocolos claros" e, em sua opinião, a ANFO pode criar guias de prática forense, códigos de ética e estruturas de avaliação comumente aceitas.
Em terceiro lugar, há o objetivo da associação de fornecer reconhecimento e regulamentação profissional, dando legitimidade ao campo. Promover a educação e o treinamento contínuos, gerar redes de colaboração interdisciplinar facilitando espaços para reuniões, colaboração e discussão com colegas de outras disciplinas para melhorar a tomada de decisões judiciais baseadas em evidências, defender os interesses profissionais da área e disseminar o conhecimento para a sociedade são outros motivos que apoiam a adequação dessa associação.
Em resumo, a ANFO foi criada com o objetivo de "promover o desenvolvimento científico, ético e profissional da neuropsicologia forense por meio de pesquisa, educação continuada, desenvolvimento de padrões de prática e disseminação de conhecimento".
"Nosso objetivo é contribuir para uma justiça mais justa e baseada em evidências, fortalecendo o papel do neuropsicólogo forense em contextos jurídicos e sociais e garantindo avaliações rigorosas, objetivas e baseadas na ética", disse Ariño.
REUNIÃO EM VALÊNCIA
Em 29 de outubro, a Associação organizará, juntamente com a Universidade CEU de Valência, uma de suas primeiras atividades, a conferência "Exposição a redes sociais na infância e na adolescência", que será realizada no Palacio de Colomina, sede da Universidade Cardenal Herrera, no centro de Valência.
A conferência abordará como a tecnologia afeta o desenvolvimento de crianças e adolescentes e os danos da exposição massiva e descontrolada às redes sociais nas fases da infância e da adolescência.
A primeira apresentação será "Menores na rede: riscos, crimes e proteção" e será feita pelo policial da Polícia Nacional Roberto Fernández Bailón.
A psicóloga credenciada em Psicologia Forense e Neuropsicologia Clínica Coral Ariño falará sobre "Cérebro e maturidade na adolescência: como eles tomam decisões?" e a psicóloga do Instituto Basco de Medicina Legal, Gema Climent, apresentará "Entendendo a insensibilidade emocional em delinquentes juvenis: a importância da avaliação neuropsicológica".
Em seguida, será a vez da apresentação da ANFO e o encontro terminará com a cerimônia de encerramento, que contará com a participação do diretor do Departamento de Ciências Jurídicas, Javier García; da chefe do Palácio CEU Colomina, Carmen Puerto Rentero, e do coordenador do MU Legal Psychology and Forensic Practice, Mar Lluch Quevedo.
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