Gabri Solera - Europa Press
MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -
A NASA afirmou que avaliará os possíveis danos no Complexo de Comunicações Espaciais de Madrid (MDSCC, na sigla em inglês), em Robledo de Chavela (Madrid), “quando for seguro fazê-lo”, depois que o incêndio florestal que atinge a região atravessou as instalações, que haviam sido previamente evacuadas por precaução.
Isso consta em um comunicado do Departamento de Relações Públicas da NASA, divulgado pelo portal independente especializado “NASA Watch”, na qual a agência informa que “todo o pessoal foi evacuado em segurança” e que o programa SCaN (Comunicações e Navegação Espacial) está monitorando “de perto” a evolução do incêndio em coordenação com as autoridades locais e a Embaixada dos Estados Unidos.
Enquanto isso, a agência transferiu “sem problemas” o apoio às operações das missões para o Complexo de Comunicações Espaciais de Goldstone, na Califórnia, uma medida que, segundo ela, “garante a continuidade do serviço e o apoio ininterrupto às comunicações das naves espaciais”.
Além disso, a NASA ressalta que a segurança e o bem-estar de seu pessoal constituem sua “máxima prioridade” e expressa seu apoio às famílias e vizinhos afetados pelos incêndios florestais nas comunidades vizinhas. “Forneceremos atualizações à medida que a situação evoluir”, conclui o comunicado.
O Complexo de Comunicações do Espaço Profundo de Madri faz parte da Deep Space Network (DSN), a rede internacional de antenas da NASA dedicada ao rastreamento e às comunicações com sondas e missões espaciais. Juntamente com as estações de Goldstone (Califórnia) e Canberra (Austrália), ele constitui um dos três nós estratégicos que permitem manter contato permanente com as naves que operam no espaço profundo.
OS QUASE 90 FUNCIONÁRIOS FORAM EVACUADOS
O complexo madrilenho dispõe de seis grandes antenas, entre elas uma de 70 metros de diâmetro e várias de 34 metros. Os quase 90 funcionários do complexo foram evacuados e não há mais nenhum funcionário nem pessoal das empresas contratadas dentro das instalações, conforme explicou, em declarações à ‘TVE’, a assistente executiva do centro, Lola Cardeño.
Parte da equipe deixou a estação na manhã desta sexta-feira, enquanto os últimos funcionários, incluindo o pessoal de segurança, saíram por volta das 17h, após a Guarda Civil ter ordenado a evacuação total. “Só restava o pessoal de segurança; eles fecharam tudo e foram embora porque a Guarda Civil obrigou a evacuação”, relatou Cardeño.
A responsável afirmou nesta tarde de sexta-feira que não é possível confirmar se as chamas penetraram no complexo ou afetaram algum de seus prédios, equipamentos ou antenas, já que não há mais ninguém dentro das instalações que possa verificar isso.
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