Publicado 18/05/2026 10:32

O “MV Hondius” chega ao porto de Roterdã, onde seus 27 tripulantes ficarão em quarentena

Vista do cruzeiro MV Hondius atracado no porto de Granadilla antes de partir para a Holanda, em 11 de maio de 2026, em Granadilla de Abona, Tenerife, Ilhas Canárias (Espanha). A ministra da Saúde, Mónica Garcia, deu início à "operação
Europa Press Canarias - Europa Press

MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -

O navio “MV Hondius” atracou no porto de Roterdã, na Holanda, onde seus 27 ocupantes deverão cumprir um período de quarentena de 42 dias, e o navio será submetido a uma limpeza e desinfecção completas, conforme informou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Agradeço a todos os países e parceiros que trabalharam juntos nesta resposta ao hantavírus. Agradeço também ao capitão Jan Dobrogowkshi por sua liderança e estreita coordenação conosco em todos os momentos”, destacou na rede social ‘X’.

A bordo permanecem um total de 27 pessoas: 25 tripulantes e 2 membros da equipe médica, fornecidos pelo Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM). Nenhuma delas apresenta sintomas associados ao hantavírus.

O “MV Hondius” chegou ao porto de Granadilla (Tenerife), nas Ilhas Canárias, em 10 de maio, para proceder ao desembarque e repatriação escalonada de seus passageiros, provenientes de Cabo Verde, após vários dias ancorado ali, em uma travessia pelo Atlântico Sul que havia começado em Ushuaia (Argentina).

O surto de hantavírus causou três mortes entre os passageiros durante a travessia pelo Atlântico Sul, antes da chegada do navio às Ilhas Canárias. A primeira vítima foi um viajante holandês que adoeceu no início de abril e faleceu a bordo no dia 11 daquele mês, enquanto sua esposa faleceu dias depois na África do Sul, para onde havia sido transferida após desembarcar na ilha de Santa Elena.

A terceira vítima fatal, uma passageira alemã, apresentou febre e sintomas respiratórios no final de abril e faleceu em 2 de maio, ficando seu corpo no navio para posterior repatriação.

"Foram relatados um total de 11 casos (9 confirmados, 2 prováveis), incluindo três mortes. O último caso confirmado também foi de um passageiro. A pessoa estava entre os repatriados e, enquanto estava em quarentena, desenvolveu sintomas e agora está recebendo atendimento médico”, lembra o diretor da OMS.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado