Publicado 25/08/2025 08:24

Mudar abruptamente os horários de sono dificulta a concentração e aumenta a irritabilidade, diz especialista

Archivo - Arquivo - Mulher olhando para o celular à noite na cama.
TOMMASO79/ISTOCK - Arquivo

MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -

Mudar abruptamente a hora de dormir e acordar altera os ritmos circadianos, um sistema interno que regula funções essenciais como a secreção de hormônios, a temperatura corporal e a pressão arterial, o que resulta em insônia, sonolência diurna, dificuldades de concentração e até mesmo aumento da irritabilidade, diz Sonia Montilla, especialista em Neurofisiologia do Hospital Universitário Sanitas La Moraleja.

Nesse sentido, as pessoas que trabalham em turnos rotativos ou noturnos enfrentam o desafio de ajustar o ciclo biológico a horários artificiais, o que aumenta o risco de sofrer distúrbios crônicos do sono e, a longo prazo, problemas metabólicos e cardiovasculares.

No caso do jet lag, a exposição a um novo fuso horário faz com que o corpo mantenha o ciclo de sono do local de origem, resultando em sintomas como fadiga persistente, digestão pesada e distúrbios de apetite. O especialista também ressalta que esse efeito tende a ser mais intenso quando se viaja para o leste, pois força o corpo a adiantar seu horário natural de sono.

Além disso, durante o verão e especialmente nas férias, as mudanças de hábitos, como ir para a cama mais tarde, tirar longos cochilos ou expor-se a telas na cama, são acentuadas, e o posterior retorno à rotina em setembro pode dificultar a recuperação de horários estáveis. "O acúmulo desses pequenos hábitos gera o que é conhecido como 'jet lag social', uma discrepância entre o horário interno e as demandas sociais ou de trabalho, que pode ser tão prejudicial quanto cruzar vários fusos horários", explica Pablo Ramos, psicólogo da Blua de Sanitas.

"Dormir bem não é apenas uma questão de quantidade, mas também de qualidade e regularidade. Respeitar o relógio biológico nos permite manter em equilíbrio sistemas tão importantes como o imunológico, o endócrino e o cardiovascular", diz Ramos.

RECOMENDAÇÕES PARA MINIMIZAR O IMPACTO DESSES DESEQUILÍBRIOS

Para minimizar o impacto desses desequilíbrios, os especialistas da Sanitas recomendam aproveitar os últimos dias de férias para reajustar gradualmente o horário de dormir e levantar para o início do ano letivo e de trabalho; evitar refeições grandes e estimulantes antes de dormir, como café ou álcool; e limitar o uso de aparelhos eletrônicos à noite, pois a luz azul das telas inibe a produção de melatonina.

Eles também recomendam manter rotinas regulares de sono desde a primeira semana de trabalho para reduzir a fadiga acumulada e tirar proveito dos cochilos "com moderação". Dormir de 20 a 30 minutos no início da tarde pode ser restaurador, mas se forem muito longos, podem dificultar a obtenção de uma boa noite de sono, explicam.

Por outro lado, eles destacam que a luz natural é o principal sincronizador do relógio interno. Por esse motivo, após um voo para o leste, por exemplo, "é aconselhável se expor à luz da manhã"; em viagens para o oeste, fazer isso à tarde "ajuda a atrasar o ciclo". Por fim, os especialistas concluem que, quando os problemas de sono duram mais de duas semanas ou afetam o desempenho diário, é aconselhável procurar orientação médica para evitar que se tornem crônicos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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