Publicado 24/09/2025 07:21

Mudança no guarda-roupa: o que procurar na etiqueta do moletom que você compra para que ele não faça bolas.

Mudança no guarda-roupa: o que procurar na etiqueta do moletom que você compra para que ele não faça bolas.
UNSPLASH - TAMAS PAP

MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -

Todos os anos, a mudança de guarda-roupa marca a chegada de uma nova estação: com o clima frio, é hora de deixar de lado as camisetas e os vestidos leves para dar lugar a blusas de lã e moletons mais quentes. É nesse momento, ao analisar quais peças de roupa ainda estão em boas condições e quais devem ser renovadas, que muitas pessoas descobrem que seus moletons favoritos ficaram cheios de bolinhas. Um problema muito comum que pode ser resolvido se você souber o que procurar na etiqueta antes de comprar.

As famosas bolinhas que aparecem nas roupas têm um nome técnico: "pilling". São pequenas fibras que se desprendem do tecido e ficam emaranhadas na superfície, dando à roupa uma aparência velha e abandonada em pouco tempo. Esse fenômeno, que geralmente aparece em moletons, blusas de moletom ou malhas, é considerado um efeito indesejável nos tecidos, e o setor o prevê desde a fase de design por meio da escolha das fibras, da estrutura do fio e dos acabamentos adequados.

Como explica a Dabedan, especializada em têxteis, o pilling depende de fatores como a natureza das fibras, a torção do fio ou a densidade do tecido. Quanto mais fortes e longas forem as fibras e quanto mais compacta for a estrutura do fio, menor será a tendência ao aparecimento dessas bolinhas tão incômodas à vista e ao toque.

O QUE PROCURAR NA ETIQUETA DO JERSEY

A etiqueta de composição é a primeira pista para saber se uma camiseta será mais ou menos propensa a apresentar miçangas. Como explica Dabedan, a natureza da fibra é um fator determinante: as fibras sintéticas, como poliéster ou acrílico, tendem a formar mais pilling porque são mais resistentes e flexíveis, o que facilita a migração para a superfície do tecido. Por outro lado, as fibras naturais, como algodão ou lã, especialmente quando são longas e de boa qualidade, como merino ou cashmere, apresentam menos riscos.

Entretanto, não é apenas a composição que conta, mas também a maneira como a roupa é feita. Os fios com maior torção mantêm as fibras mais firmes, o que reduz a chance de elas se soltarem e formarem pilling. Por outro lado, um fio de baixa torção deixa as fibras soltas que podem se emaranhar facilmente na superfície.

A espessura do tecido é outro aspecto importante. Como os especialistas em tecidos da Testex apontam em seu site, os moletons feitos de lã grossa e compacta resistem muito melhor ao desgaste do que os modelos finos ou leves. Nesse aspecto, os tecidos mais pesados são mais duráveis porque incorporam camadas adicionais de fibra que atuam como proteção contra o atrito diário.

COMO CUIDAR DE UM MOLETOM PARA QUE ELE DURE MAIS

Além de fazer a escolha certa na loja, os cuidados posteriores são cruciais. Um moletom de lã pode se deteriorar rapidamente se for lavado de forma agressiva ou se secar mal. Os especialistas recomendam lavá-lo à mão ou em um programa delicado, com detergente específico para lã ou roupas finas, e sempre secá-lo em uma superfície plana para que não perca a forma.

Também é aconselhável evitar o atrito excessivo com mochilas, casacos com forro sintético ou outras peças que possam desgastar o tecido. E uma última dica: não use o mesmo moletom por vários dias seguidos. Deixá-lo "descansar" ajuda as fibras a recuperar sua forma e reduz o aparecimento de pilling com o tempo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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