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MADRID 2 fev. (Portaltic/EP) - A Mozilla está preparando uma “aliança rebelde” para recuperar o controle da Internet das grandes empresas e suas ferramentas de IA, regulando assim o avanço da inteligência artificial nos navegadores.
Em dezembro passado, o novo CEO da Mozilla Corporation, Anthony Enzor-DeMeo, anunciou que incorporariam novas funções de IA ao navegador, mas com uma abordagem que não representasse uma imposição aos usuários, mas que lhes permitisse decidir sobre seu uso. “Deve ser sempre uma opção, algo que as pessoas possam desativar facilmente”, explicou.
Nessa linha, a Mozilla criou um espaço em seu site dedicado ao relatório 'Mozilla State', no qual explica o roteiro da empresa para "impulsionar a IA em uma direção diferente, centrada no ser humano". "A mensagem central da mudança de marca da Mozilla resume-se na frase 'recuperar a Internet'. Queremos inspirar pessoas e comunidades a assumir o controle de suas experiências digitais em uma era dominada pelas grandes empresas de tecnologia e pelas preocupações com a privacidade”, explicou a diretora de marketing da Mozilla, Lindsey O'Brien, no site da empresa.
Por isso, a Mozilla criou uma “aliança rebelde” ao estilo Star Wars, composta por desenvolvedores de código aberto, startups, bolsistas, filantropos e tecnólogos de interesse público “que trabalham para moldar o futuro da internet”, segundo a empresa.
Em seu manifesto, a Mozilla defende que a tecnologia seja projetada de forma a permitir que os usuários “moldem suas próprias experiências online e otimizem a privacidade”, apoiando-se na descentralização da tecnologia, na transparência da IA de código aberto e no equilíbrio entre o “benefício comercial e o benefício público”.
Com isso, se opõe ao controle das grandes empresas de tecnologia sobre a IA e a web, com o objetivo de evitar que funcionem, como expressa: “segundo seus termos, não os nossos”. Para atingir esses objetivos, a Mozilla continuará investindo em seus produtos, como Firefox e Thunderbird, bem como em startups e bolsas de estudo por meio da Fundação Mozilla. “Investimos em mais de 50 empresas que promovem tecnologia responsável e em dezenas de tecnologias de interesse público e organizações sem fins lucrativos, todas com o objetivo de mudar a situação”, lembra a empresa.
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