Publicado 13/04/2026 06:25

A Mozilla acusa a Microsoft de impor o Copilot aos usuários e de limitar sua liberdade de escolha em relação à IA

Archivo - Arquivo - Botão para ativar/desativar as ferramentas de IA no Firefox.
FIREFOX. - Arquivo

MADRID 13 abr. (Portaltic/EP) -

A Mozilla acusou a Microsoft de impor o Copilot aos usuários, limitando assim suas opções em relação à inteligência artificial (IA), mesmo depois que a gigante da tecnologia decidiu retirar esse recurso de algumas de suas ferramentas.

A Microsoft divulgou em março que iria repensar sua estratégia com a IA generativa, após integrar o Copilot ao Windows 11, ao Microsoft 365 e a aplicativos básicos do sistema operacional, como o Paint ou o Bloco de Notas.

A rejeição por parte dos usuários levou a empresa a rever sua posição e a implementar a IA “onde for mais necessária, com cuidado e atenção”, o que também implica a remoção de pontos de acesso “desnecessários” ao Copilot no Fotos, Widgets ou no Bloco de Notas.

Para a Mozilla, isso “é apenas o exemplo mais recente da Microsoft indo longe demais sem o consentimento do usuário”, conforme expressou em um editorial publicado em seu blog oficial.

“Durante o último ano, o Copilot não foi oferecido aos usuários do Windows, mas instalado automaticamente”, afirma a empresa, que destaca que isso é um exemplo da forma de agir da Microsoft.

Com base em uma pesquisa independente encomendada pela Mozilla, a empresa afirma que “a Microsoft utiliza táticas de design e distribuição para anular a escolha do usuário, desde processos deliberadamente complicados para alterar o navegador padrão até interfaces de usuário que redirecionam os usuários para o navegador Edge da Microsoft, mesmo depois de terem escolhido explicitamente outro”.

“O lançamento do Copilot seguiu a mesma estratégia a que a Microsoft nos acostumou: usar instalações automáticas, hardware físico e configurações padrão para impor comportamentos”, acrescentam, e chegam a denunciar que “no caso mais recente, permitiram que sua IA aprendesse e coletasse dados o mais rápido possível antes que os usuários tivessem a opção de escolher”.

IA, À ESCOLHA DOS USUÁRIOS

Diante da estratégia da Microsoft, a Mozilla defende sua postura, segundo a qual são os usuários que definem as condições com a IA, e não a empresa. Em dezembro, o novo diretor executivo da Mozilla Corporation, Anthony Enzor-DeMeo, garantiu que o Firefox se transformará em um navegador moderno com IA e compatível com novas integrações de software.

Mas, na época, ele já defendia que a IA “deve ser sempre uma opção, algo que as pessoas possam desativar facilmente”, e, para isso, acompanharão essa nova etapa do navegador com um botão que permitirá desativar todos os recursos e funções que utilizam essa tecnologia, que já foi introduzida na versão Firefox 148 e mantém a configuração após o encerramento da sessão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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